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Domingo, 18 Junho 2017 18:59

'Estrada da morte' fez 47 das 61 vítimas de incêndio em Portugal

A estrada regional é cercada por uma vegetação densa que -com o clima seco, a temperatura elevada e os ventos fortes- acabou se tornando combustível
Incêndio florestal em Pedrogão Grande, centro de Portugal, neste domingo, 18 Incêndio florestal em Pedrogão Grande, centro de Portugal, neste domingo, 18 Associated Press
Por Folhapress

Das 61 vítimas mortais do incêndio florestal que atinge Pedrógrão Grande e arredores, no centro de Portugal, 47 estavam na estrada nacional 236, que já está sendo chamada de rodovia da morte pelos portugueses.

A estrada regional é cercada por uma vegetação densa que -com o clima seco, a temperatura elevada e os ventos fortes- acabou se tornando combustível para alimentar as labaredas e propagar rapidamente o incêndio.

Dos 47 mortos na via, 30 foram encontrados em seus carros e, os outros 17, fora dos veículos ou à beira da estrada. A maioria morreu carbonizada.

As demais vítimas estão espalhadas por aldeias da região. Entre os mortos, houve também quem tivesse inalado a fumaça tóxica do incêndio.

Segundo relatos dos sobreviventes, a fumaça escura dificultou a visibilidade e muitos acabaram presos nas labaredas. Eles relatam cenas de terror.

Segundo o Ministério da Administração Interna, ainda há quatro frente de incêndios ativas.

O calor e a baixa umidade do ar permanecem neste domingo e há o temor, entre os moradores, de que novas aldeias sejam afetadas. Cinco localidades foram evacuadas preventivamente.

Diversas nações prestaram mensagens de solidariedade aos portugueses.

A França e a Espanha cederam aeronaves para auxiliar no combate as chamas.

Vítimas

O governo português prometeu divulgar na noite de domingo (tarde no Brasil) um novo balanço da situação.

Até agora, foram confirmados 61 mortos, 57 feridos e 150 desabrigados. O número de desaparecidos ainda não foi divulgado.

A ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, foi até o local e tentou minimizar críticas de moradores de que o trabalho de auxilio teria sido lento.

"Este é o momento para combater [o incêndio], não para fazer avaliações", disse a ministra.

A Polícia Judiciária trabalha agora para recolher e identificar os corpos. No caso das vítimas carbonizadas, em que a identificação visual não é possível, o trabalho será mais demorado.

De acordo com o médico Carlos Durão, perito-legista, nesses casos é a identificação leva em conta uma série de fatores, desde os pertences e o local onde os corpos foram encontrados até a arcada dentária.

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