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Terça, 15 Agosto 2017 17:37

Há 40 anos, alimentos consumiam 56% da renda do trabalhador; hoje, são 17%

Durante evento encerrado ontem em SP, o superintendente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Francisco Jardim, exaltou a revolução promovida pelo trabalhador rural nos diversos rincões do País. Falando para empresários da agroindústria nacional e internacional, Jardim destacou que há quatro décadas o Brasil era importador de alimentos básicos como o leite, e, hoje, se tornou um dos maiores exportadores do mundo.

Segundo o superintendente, esse salto só foi possível graças à pesquisa científica desenvolvida principalmente por instituições públicas, como a federal Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o paulista Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) que melhoraram a capacidade produtiva das sementes e plantas, ampliaram os conhecimentos sobre o manejo do solo, e levaram essas novas tecnologias ao homem do campo.

“Há 40 anos, o custo da alimentação representava 56% da renda do trabalhador. Hoje, representa só 17%”, resumiu Jardim. É fato que a ciência aumentou a produtividade, mas o crescimento nas safras também se deu pela derrubada da mata nativa, especialmente no Cerrado e na Amazônia.

Nesta terra,...
A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) está orientando produtores do Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina para que reduzam a área de plantio nos próximos 12 meses.

...em se plantando...
O motivo: queda no preço pago ao produtor. Só da safra colhida no primeiro semestre, há 1,4 milhão de toneladas excedentes, estocadas, o que fatalmente reduzirá ainda mais a remuneração dos produtores nos próximos 12 meses caso a colheita continue no nível atual.

...tudo dá!
A estimativa da entidade é que para escoar os estoques e melhorar o faturamento dos arrozeiros em todo o Mercosul será preciso reduzir a área de plantio em 250 mil hectares, área equivalente à de 250 mil campos de futebol.

Laranja, tangerina...
A colheita das laranjas pera, das tangerinas poncam e do limão taiti está chegando ao fim no interior paulista, no Sul de Minas Gerais e no Triângulo Mineiro. E isso já impulsiona as cotações na porteira da fazenda.

...ainda dá tempo!
A laranja vem recuperando o preço depois de despencar 43% no meio do ano. O limão já subiu 12% em apenas uma semana no início de agosto. Na Ceagesp, caminhões carregados com tangerina já chegam em menor número. A safra ainda dura mais um mês...

Prepare o bolso!!!
A estiagem típica do inverno já secou os pastos e reduziu o alimento para o gado. Resultado: apesar do consumo estagnado pelo desemprego, em agosto subiu tanto o preço do boi, que já anda magro com a falta de capim, quanto da carne no atacado.

Filosofia do campo:
“Eu não tenho paredes. Só tenho horizontes”, Mário Quintana (1906/1994), poeta gaúcho.

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