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Segunda, 12 Junho 2017 17:59

Quadrilha, do poema ao Planalto

Sexta-feira, em nove de junho último, publiquei no jornal Folha de S. Paulo, coluna Painel, sessão “Tiroteio”, um pequeno texto que aqui transcrevo: Torquato assume a Justiça, que revolta Serraglio, que complica Loures, que ameaça Temer. Não é mera coincidência com o poema ‘Quadrilha’.  

A língua portuguesa tem essa riqueza, um patrimônio cultural espetacular. A propósito, o poema a qual me referi, com o título “Quadrilha” é de Carlos Drumond de Andrade, nosso grande poeta, que eternizou: João amava Teresa, que amava Raimundo, que amava Maria que amava Joaquim, que amava Lili,que não amava ninguém…

Lirismo e poesia a parte, a definição do dicionário “Aurélio” para a palavra quadrilha é bem diversificada. Entre as nove especificações encontradas têm desde “número limitado de caravelas ou naves” a “conjunto numeroso de pessoas” e “dança popular brasileira”. E tem, também, como significado de quadrilha: “grupo de ladrões, assaltantes ou malfeitores”.
Pelas denúncias que vêm à tona envolvendo o governo Temer, inclusive ele próprio, estabelecer o paralelo com quadrilha torna-se inevitável. Diga-se, aliás, governo que vem, literalmente, derretendo a cada queda, afastamento ou prisão de seus integrantes.  

Quadrilha, enfim. Um viva às festas juninas com a tradicional dança, nossa singela homenagem ao poeta Drumond e, claro, nossa luta, que é a luta da grande maioria do povo brasileiro, pelo esfacelamento desta que ainda está encastelada no Palácio do Planalto. E sem voto, sem moral e sem legitimidade para isso.

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