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Comércio fechado na região central de São Paulo por imposição da quarentena
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Foto: Ronny Santos/Folhapress

Doria anuncia R$ 70 milhões adicionais de crédito a microempresários, que reclamam de 'humilhações'

Muitos setores ainda reclamam de dificuldade de acesso a crédito; apenas 11,9% do setor de bares e restaurantes conseguiu os financiamentos

Em entrevista coletiva nesta segunda-feira, o governador João Doria (PSDB) anunciou que o Banco do Povo vai oferecer mais R$ 70 milhões de crédito para as microempresas, incluindo produtores rurais e trabalhadores informais. Com isso, segundo o governador, a instituição chega a R$ 720 milhões em oferta de crédito durante o período da pandemia do coronavírus.

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Esses R$ 70 milhões adicionais estarão disponíveis em duas novas linhas crédito. “A primeira linha é para os microemprendedores informais e produtores rurais, sem CNPJ. A segunda é voltada a microempreendedores individuais, os MEIs, e produtores rurais com CNPJ”, explicou Doria.

Apesar do anúncio de Doria, muitos setores ainda reclamam de dificuldade de acesso a crédito. De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de São Paulo (Abrasel-SP), Percival Maricato, apenas 11,9% dos empresários do setor conseguiram os financiamentos durante a pandemia do novo coronavírus, e somente após “passar humilhações” em bancos. “A nossa maior reivindicação são os financiamentos", afirma Percival.

Desestatização

O governador também afirmou que o Estado vai criar um programa mais ágil de desburocratização e desestatização para a retomada da economia, e disse confiar que o ministro da Economia, Paulo Guedes, consiga controlar a inflação “e tomar medidas necessárias para a estrutura e modernização do estado em âmbito federal” no pós-pandemia.

"São Paulo estará sempre ao lado daqueles que no governo federal empreenderem medidas para a retomada do crescimento econômico do País, mas aqui faremos a nossa parte", disse Doria, que também criticou "os negacionistas da pandemia" pelo Brasil chegar a 100 mil mortes pela Covid-19.

"O desprezo de alguns pela ciência, pela saúde e pela vida, e o desprezo pelo efeito dessa pandemia, lamentavelmente contribuiu para chegarmos a esse triste número".

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