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Levy Fidelix é pré-candidato à prefeitura de São Paulo pelo PRTB
Levy Fidelix é pré-candidato à prefeitura de São Paulo pelo PRTB
Foto: Reprodução/YouTube

‘Eu sou a casa do titio’, diz Levy Fidelix sobre receber dissidentes de outros partidos no PRTB

Em entrevista à Rádio Trianon e à Gazeta, pré-candidato à Prefeitura de SP disse ser alinhado a Bolsonaro, mas não pode contar 'automaticamente' com o apoio do presidente

Nesta quinta-feira, o programa Metrópole em Foco, da "Rádio Trianon", comandado pelo jornalista Pedro Nastri, e o jornal Gazeta de S. Paulo entrevistaram Levy Fidelix, pré-candidato à prefeitura de São Paulo pelo PRTB. A rádio e o jornal promovem uma série de encontros virtuais com os pré-candidatos da Capital.

Fidelix pretende se lançar como uma candidatura conservadora, alinhada ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), por ter, em suas palavras, os mesmos ideias morais e econômicos do presidente. “Mas nem por isso eu posso contar automaticamente com o apoio do Jair. Cabe a ele”, disse o pré-candidato. O vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão, também é do PRTB, o que faz Levy acreditar no apoio de Bolsonaro.

“Naturalmente, apenas aguardo uma reciprocidade, mesmo porque na campanha de 2018 estivemos juntos, ele me convidou, e me pediu o nome de Mourão. E eu creio que acrescentou, sim, à campanha dele a firmeza e a segurança [de Mourão], porque juntou a família militar e todos no Brasil que pensam com patriotismo. Foi muito importante a vinda de Mourão para ser o vice de Jair. Para mim foi até determinante”.

Como o Aliança pelo Brasil – o partido que Bolsonaro pretende criar – não terá tempo hábil para participar das eleições deste ano, o PRTB abrigou dissidentes do PSL, o ex-partido de Bolsonaro, e outros conservadores que tinham como objetivo inicial concorrer pelo Aliança pelo Brasil.

“Eu os recebi. Vocês sabem quanto tem aquela questão quando o casal se separa, o papai e a mamãe brigaram, os filhos vão para onde? Vão para casa do vovô ou para a casa do titio. Eu sou o titio, tudo bem”, disse, destacando que o “cargo” de titio cabe melhor a si ao de vovô. “Eu tenho dinâmica, eu sou jovem”, disse, entre risos.

Ele calcula que, com os novos nomes no partido, o PRTB poderá eleger pelo menos três vereadores na Capital. “É uma gente boa de voto. Gente com possibilidade de ter 40 mil, 50 mil votos”, disse.

Em relação ao Executivo local, Fidelix criticou o prefeito Bruno Covas (PSDB) na administração geral da cidade e se comprometeu, caso seja eleito, a estar constantemente pelas ruas da Capital.

“Não terei um vice-prefeito decorativo. Gostaria que ele participasse efetivamente da administração da seguinte maneira: ‘meu amigo, senta na cadeira e fica administrando a burocracia, e eu vou para a rua conferir as demandas, as obras, acompanhar’. Como o Jânio, que saia até para multar”.

O pré-candidato também criticou o desempenho do prefeito Bruno Covas e do governador João Doria (PSDB) durante a pandemia. Como exemplo, lembrou dos hospitais de campanha, que, segundo ele, “tiveram pouca serventia e custaram uma fortuna”.

Questionado sobre o papel de Bolsonaro na crise sanitária, ele afirmou que o desempenho do presidente foi prejudicado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mas criticou as acusações mútuas entre o presidente e os governadores durante a pandemia. “Não foi um bom exemplo de todos”.

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