Cientistas têm resposta definitiva do porquê os gatos sempre caem de pé
Pesquisa revela que diferenças na coluna vertebral ajudam a explicar 'reflexo de queda' dos gatos
Para investigar essa hipótese, a equipe analisou cinco colunas vertebrais de gatos doados para pesquisa. Os cientistas dividiram cada coluna em duas partes, separando as vértebras torácicas das lombares para medir sua capacidade de torção.
Para entender o fenômeno, os cientistas analisaram a estrutura da coluna de gatos. Eles descobriram que a região torácica, localizada na parte frontal do tronco, apresenta muito mais mobilidade do que a região lombar, situada na parte posterior.
Segundo os autores do estudo, essa diferença permite que o corpo gire em etapas durante a queda. "A rotação do tronco durante o movimento de endireitamento no ar em gatos ocorre sequencialmente, com a parte anterior do tronco girando primeiro, seguida pela parte posterior", escreveram os pesquisadores.
Em outras palavras, o gato não gira todo o corpo ao mesmo tempo. Primeiro, a parte da frente se move. Em seguida, a região traseira acompanha o movimento, permitindo que o animal se reposicione no ar antes de tocar o chão.
Quem convive com gatos já percebeu: mesmo quando escorregam ou caem de lugares altos, eles quase sempre conseguem aterrissar de pé. Esse comportamento intrigante desperta curiosidade há décadas e motivou diversos estudos científicos.
O estudo foi conduzido por uma equipe liderada pelo fisiologista veterinário Yasuo Higurashi, da Universidade de Yamaguchi. Os resultados indicam que diferenças de flexibilidade ao longo da coluna ajudam os gatos a girar o corpo no ar e se preparar para a aterrissagem.
Os testes mostraram diferenças marcantes. A amplitude de movimento da coluna torácica era cerca de três vezes maior que a da coluna lombar. Além disso, a rigidez da região torácica era aproximadamente um terço menor, o que facilita a rotação do corpo.
Os pesquisadores também observaram que a coluna torácica possuía uma chamada "zona neutra" de cerca de 47 graus de movimento. Já a coluna lombar não apresentava essa mesma característica, indicando uma estrutura mais rígida e estável. Fotos: Pexels (ilustrativas)