‘Nova Faria Lima’ ganha força com preços altos e falta de espaço em SP

Aumento dos preços estão levando empresas a buscar novos endereços na capital paulista

Atualmente, a região segue como uma das mais valorizadas da cidade, com média de R$ 316 por metro quadrado ao mês

Atualmente, a região segue como uma das mais valorizadas da cidade, com média de R$ 316 por metro quadrado ao mês | Alberto Rocha/Folhapress

O aumento dos preços e a falta de espaços disponíveis na região da avenida Faria Lima estão levando empresas a buscar novos endereços em São Paulo, movimento que já é chamado de “Nova Faria Lima”.

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Atualmente, a região segue como uma das mais valorizadas da cidade, com média de R$ 316 por metro quadrado ao mês e taxa de vacância de apenas 2%, o que indica pouca oferta disponível. Na avenida Juscelino Kubitschek, outro eixo corporativo importante, os valores chegam a R$ 293 por m², com vacância de 4%.

Em outras regiões com prédios de padrão semelhante, como Vila Olímpia, Jardins, Paulista e Pinheiros, os preços ficam em torno de R$ 200 por m², mostrando uma diferença significativa.

Mesmo com o avanço de novos polos, a Faria Lima segue como um dos principais endereços corporativos do país. No entanto, a falta de espaço e os preços elevados têm limitado a expansão na região. Esse cenário tem acelerado a busca por novos “centros” de negócios na cidade, redesenhando o mapa corporativo de São Paulo.

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Considerada um dos principais centros financeiros do País, a região também esteve recentemente associada a investigações sobre lavagem de dinheiro com participação do PCC

Empresas buscam novas regiões

Diante desse cenário, companhias têm ampliado a busca por alternativas. Segundo o GRI Institute, cerca de 40% dos executivos apontam regiões como Chucri Zaidan e Berrini como principais destinos da nova demanda, por combinarem preços mais acessíveis, prédios modernos e boa infraestrutura.

Outros bairros também ganham espaço. Pinheiros e Rebouças concentram cerca de 27% das apostas, enquanto a avenida Paulista segue relevante, principalmente pela oferta de transporte público.

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A mudança mostra que São Paulo deixa de ter um único centro de negócios. Regiões como Santo Amaro e Marginal Pinheiros, por exemplo, têm mais espaços disponíveis, com taxas de vacância de 65% e 45%, respectivamente, além de preços mais baixos, a partir de R$ 32 por m².

Já o Itaim Bibi, mesmo com maior disponibilidade, mantém valores elevados, com média de R$ 257 por m².