Greve dos caminhoneiros: o que o governo Lula propôs para tentar evitar paralisação

Caminhoneiros indicaram que podem iniciar greve nacional por causa do aumento do diesel pelo País

Caminhoneiros ameaçam iniciar uma greve nacional

Caminhoneiros ameaçam iniciar uma greve nacional | Tomaz Silva/Agência Brasil

O governo federal anunciou medidas nesta quarta-feira (18/3) para tentar segurar o aumento do preço do diesel após caminhoneiros indicarem que podem iniciar uma greve nacional. Os combustíveis estão sob pressão financeira após o aprofundamento de conflitos no Oriente Médio.

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Pela manhã, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, propôs que os estados e o Distrito Federal zerem temporariamente o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a importação de diesel para conter a inflação do setor.

Em contrapartida, a União se compromete a compensar 50% da perda de arrecadação.

De acordo com a equipe econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a zeragem do imposto pode gerar renúncia de cerca de R$ 3 bilhões por mês para os estados. Desse total, R$ 1,5 bilhão seria coberto pelo governo federal.

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A proposta prevê que a medida tenha validade até 31 de maio. O impacto total pode chegar a R$ 6 bilhões no período, sendo metade arcada pela União.

A decisão final depende dos governadores e deve ser discutida até o próximo dia 27.

Outras medidas

A proposta complementa ações já anunciadas pelo governo, como a redução de tributos federais, como o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre o diesel e subsídios à produção interna.

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Foi aprovado também um acordo entre a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e 21 estados para compartilhamento em tempo real de notas fiscais de combustíveis, com o objetivo de reforçar a fiscalização e coibir abusos de preços.

Segundo Durigan, seis estados – Alagoas, Amazonas, Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina e São Paulo – pediram mais tempo para avaliar o acordo com a ANP.

Risco de greve

Lideranças dos caminhoneiros se reuniram na tarde desta quarta para avaliar se as medidas anunciadas pelo governo federal são suficientes para evitar uma paralisação nacional.

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A reunião foi confirmada por Wallace Landim, conhecido como Chorão, presidente da Abrava (Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores), uma das principais entidades que representam os caminhoneiros autônomos.