Estudantes invadem prédios da USP e são retirados pela Polícia Militar

Manifestantes protestavam contra condições de permanência estudantil; universidade afirma que seguranças ficaram feridos durante a ação

PM retira estudantes após invasão de blocos da administração da USP /Reprodução

Um grupo de estudantes invadiu na noite desta segunda-feira (8/6) os blocos K e L da administração central da Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista. A Polícia Militar foi acionada e retirou os manifestantes do local.

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Segundo a USP, os estudantes protestavam contra a qualidade das refeições servidas no restaurante universitário, o valor do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (Pafpe) e dificuldades de negociação com a reitoria.

Em nota, a universidade afirmou que os manifestantes estavam encapuzados, carregavam pedaços de pau e cassetetes, dispararam rojões e agrediram seguranças durante a ação.

“Diversos membros da guarda universitária sofreram escoriações e pelo menos três tiveram ferimentos mais graves e foram levados ao Hospital Universitário”, informou a instituição.

Após a intervenção da PM, os estudantes foram levados ao 7º Distrito Policial, na Lapa, zona oeste da Capital.

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Segundo relatos de alunos, houve truculência durante a retirada.

Invasão ocorreu após decisão sobre a greve

Em manifesto divulgado nas redes sociais, os participantes da ação afirmaram não ter ligação com o diretório estudantil que liderou a greve iniciada em abril.

O grupo classificou a ocupação como um ato de protesto em defesa de melhores condições para os estudantes.

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A invasão ocorreu no mesmo dia em que uma assembleia estudantil aprovou o encerramento da greve na USP após 54 dias de paralisação.

Foram 323 votos favoráveis ao fim do movimento, contra 255 pela continuidade e nove abstenções.

A mobilização foi uma das maiores da universidade nos últimos anos e teve como principais reivindicações o aumento dos auxílios estudantis, melhorias no Crusp e mudanças nas políticas de permanência estudantil.