Vinte instituições e órgãos do Rio Grande do Sul reuniram esforços na Operação Império da Lei nesta terça-feira (3) para transferir 18 presos de alta periculosidade para presídios federais de segurança máxima em outros Estados. Ainda era madrugada quando os detentos foram levados de diferentes pontos do Estado para a Base Aérea de Canoas, de onde embarcaram para seus destinos. As transferências têm validade de 360 dias.
A transferência dos líderes de facções resulta na baixa dos índices de criminalidade, diz Fabino Dallazen, procurador-geral de Justiça. “Os órgãos vinculados às Secretaria de Segurança Pública e de Serviços Penitenciários, o MPRS e o Poder Judiciário com apoio de várias outras instituições de âmbito estadual e federal trabalham para desidratar as facções que alimentavam o crime organizado no RS”.
Os preparativos para a operação de transferência foram articulados entre Promotoria e Procuradoria-Geral de Justiça. Também houve reuniões com o ministro Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública) e com integrantes do Departamento Penitenciário Nacional.
Promotores que atuam nos processos de execução penal de todos os transferidos assinaram o requerimento pela transferência. Eles afirmam que as lideranças continuam comandando as facções criminosas graças.
O subprocurador-geral de Justiça para Assuntos Institucionais Marcelo Dornelles compara a Operação Império da Lei com a semelhante Pulso Firme, realizada em 2017. “Foram movimentos planejados e articulados que já demonstraram resultado anteriormente no enfrentamento da criminalidade violenta”.
