A prefeita de Embu-Guaçu, Maria Lúcia da Silva Marques (PSB), na Grande São Paulo, foi afastada por improbidade administrativa e enriquecimento ilícito. A decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo foi determinada no dia 16 de outubro pelo juiz Willi Lucareli.
Além do afastamento da prefeita, o juiz determinou que o presidente da Câmara Municipal, Clarides Leonardo dos Santos (MDB), assumisse interinamente o cargo. Ele tomou posse porque o vice-prefeito Paulinho da Pajule morreu em dezembro de 2019.
Operação
O município é alvo da Operação Píton, que apura desvio de recursos públicos através de fraudes em procedimentos licitatórios da Prefeitura de Embu-Guaçu.
Recentemente, agentes da Procuradoria-Geral de Justiça (Competência Originária Criminal), o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a 2ª Promotoria de Embu-Guaçu, em conjunto com promotores de Justiça e policiais militares do 4° BPM/M, 5° BAEP e 7° BAEP, deflagraram mais uma fase da operação na cidade.
Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão expedidos pela 1ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça e pela Vara Única de Embu-Guaçu. No total, a operação já resultou no afastamento de quatro agentes públicos, apreensão de sete armas de fogo e mais de R$ 1,5 milhão em espécie, além da prisão de cinco pessoas. Os investigados também tiveram R$ 2 milhões em bens bloqueados.
Prefeito interino
Manezinho Corretor, prefeito interino, é candidato a vice-prefeito na chapa de José Antônio (MDB).
De acordo com informações, o prefeito exonerou três secretários municipais (de educação, administração e meio ambiente), a chefe da seção de contabilidade e a diretora de compras ao assumir o cargo.
