São Paulo será o Estado com o maior número de escolas cívico-militares do Brasil. A informação foi confirmada na semana passada durante reuniões com o diretor de Políticas para Escolas Cívico-Militares da Secretaria de Educação Básica (SEB), o tenente-coronel Gilson Passos de Oliveira, e com o ministro da Educação, Milton Ribeiro, em Brasília.
A Escola Municipal Matheus Maylasky, em Sorocaba, já iniciou o processo de conversão que deve ser concluído ainda no primeiro semestre deste ano. A implantação também avança na Escola Municipal Professor Jorge Bierrenbach Senra, em São Vicente. Na semana passada, inclusive, realizamos a primeira audiência pública com a comunidade local para apresentação do projeto.
Em breve, serão anunciadas as unidades contempladas em Taubaté, Bauru, Pirassununga, Barrinha, Taquaritinga, Guarujá e Santos. As cidades de Praia Grande, São Paulo, Guarulhos, Lins e Miracatu também foram indicadas e aguardam a inclusão ao programa.
Essa conquista é fruto de muito trabalho e dedicação de pessoas que acreditam no poder de transformação das escolas cívico-militares. Estamos muito felizes por fazer parte desse projeto que vai mudar a história da Educação pública do nosso Estado.
A nossa luta começou em 2019, quando criamos a Frente Parlamentar pela Implementação das Escolas Cívico-Militares no Estado de São Paulo e desde então nos dedicamos ao projeto. Outra grande conquista foi a aprovação do projeto de lei de minha autoria que vai facilitar a implantação do modelo na rede pública estadual de ensino, por meio da Secretaria da Educação.
O nosso objetivo é expandir essas unidades e proporcionar melhorias no ensino, no ambiente e convivência entre professores e alunos em áreas de vulnerabilidade social e com baixa média no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
Nesse modelo, professores continuam responsáveis pelo conteúdo em sala de aula, enquanto os militares da reserva atuam na administração e na parte disciplinar, ensinando aos estudantes valores como civismo, respeito e disciplina.
Vale ressaltar que a adesão é voluntária e não há qualquer tipo de imposição. Todo o processo é feito de forma democrática e passa pela aprovação da comunidade escolar.
As escolas de Manaus, Anápolis, Brasília e Goiânia que adotaram o modelo de gestão compartilhada tiveram altas relevantes na qualidade do ensino. Na cidade de Anápolis, por exemplo, que em 2011 passou a ter uma escola cívico-militar, a média do Ideb, que era de 4,7, passou para 7,5 após a conversão. Desde então, a unidade vem evoluindo cada vez mais.
É na escola que crianças e adolescentes aprendem a lidar com as adversidades e a conviver em sociedade. Por isso, a educação deve ser prioridade.
Aproveito mais uma vez para agradecer o apoio e comprometimento do tenente-coronel Gilson Passos de Oliveira, do ministro Milton Ribeiro e todas as pessoas que acreditam no projeto e tanto contribuem para a sua expansão.
Conhecemos as dificuldades da implantação das escolas cívico-militares, mas continuaremos trabalhando para que mais municípios tenham acesso ao programa. Contem comigo!
