Beber cerveja sem álcool e dirigir pode custar mais de R$ 2,9 mil de multa

Teste do bafômetro permite por lei identificação de 0,5% de teor alcoólico

Projeto de lei foi criado para viabilizar a venda de bebidas com até 15% de teor alcoólico nos estádios

Processo de fermentação da cerveja elimina álcool da bebida, mas nem sempre consegue eliminá-lo totalmente | Divulgação/Prefeitura de Santos

As pessoas que bebem cerveja sem álcool e dirigem ainda podem ser flagradas no teste do bafômetro, cujo limite de tolerância é de até 0,04 mg/L no ar alveolar, o equivalente a traços mínimos de álcool no sangue.

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Mesmo com o selo “sem álcool”, algumas dessas cervejas ainda apresentam traços da substância, o suficiente para ser identificada no teste do bafômetro.

O processo de produção das cervejas sem álcool envolve a retirada do álcool após a fermentação, mas nem sempre o elimina totalmente.

Para ter certeza de que a cerveja que vai consumir não contém álcool, procure no rótulo a indicação “0,0%”.

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Multa

O consumo de cerveja sem álcool não gera penalidades, mas bebidas com até 0,4% de teor alcoólico ainda podem acusar no bafômetro.

Um estudo do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) analisou se um grupo de pessoas pode ser identificada no bafômetro após ingerir cervejas com teor alcoólico de até 0,4%.

Para o teste, cada voluntário consumiu 700 ml de cerveja e 15 minutos depois foi submetido ao bafômetro. O resultado não identificou o consumo de bebida alcoólica.

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Ainda no mesmo teste, os voluntários consumiram cerveja e fizeram o teste do bafômetro 30 minutos depois. O resultado permaneceu o mesmo, mas os pesquisadores alertaram que os resultados nem sempre são iguais.

Caso seja identificado o consumo de bebida alcoólica, o motorista sofrerá uma multa gravíssima de R$ 2.934,70, sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e ainda poderá perder a carteira, ter o carro retido e até ser encaminhado à delegacia.

Pão de forma

A Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste) divulgou em julho do ano passado uma pesquisa que indicou álcool em produtos de várias marcas populares de pães de forma.

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No entanto, a Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi) divulgou uma nota que indicou falhas no estudo da Proteste.