Por que não lembramos dos nossos sonhos?
Apesar de parecer banal, esquecer sonhos têm uma importante função evolutiva
Isso sugere que, mesmo em um momento de intensa atividade criativa do cérebro, ele ativa células específicas para impedir que os sonhos sejam lembrados.
Qual o sentido de esquecer os sonhos? Alguns especialistas acreditam que esquecer a maioria dos sonhos tem uma função evolutiva.
Cérebro, nesse sentido, age como um filtro seletivo; apenas os sonhos com carga emocional intensa ou que são lembrados logo ao acordar conseguem passar por esse filtro e virar memória. Fotos: Pexels
De acordo com a ciência, sonhamos todas as noites; então, por que não lembramos dos sonhos?
Como os sonhos geralmente não são úteis ou importantes para a sobrevivência imediata, o cérebro os classifica como descartáveis e os elimina antes que cheguem à memória de longo prazo.
Você lembra dos seus sonhos quando acorda? É comum esquecermos quase que imediatamente daquilo que sonhamos, mesmo que tenha sido uma experiência impactante durante o sono.
O que a ciência diz? Evidências científicas indicam que um conjunto específico de neurônios, denominado células MCH (Melanin-Concentrating Hormone), situado no hipotálamo, exerce uma função essencial nesse fenômeno.
Durante essa fase, as células MCH são ativadas de maneira seletiva; de forma intrigante, em vez de facilitarem a recordação dos sonhos, elas parecem atuar ajudando a esquecê-los.
Não é apenas por que acordamos atrasados ou com preguiça; especialistas afirmam que existe um mecanismo biológico que pode ser o responsável por esse fenômeno.
Mas por que lembramos de alguns sonhos? O momento em que a pessoa acorda influencia bastante na chance de lembrar do sonho.
Esse processo é visto como uma forma de 'limpeza' de informações que não são essenciais.
Fase REM do sono é um momento em que há alta atividade cerebral e ocorrência dos sonhos mais vívidos; é essencial para a consolidação da memória e o equilíbrio emocional.
Quando o despertar ocorre durante ou logo após a fase REM, é mais provável que o conteúdo dos sonhos ainda esteja acessível na memória de curto prazo.
Porém, essa forma de memória é muito instável e costuma se apagar rapidamente (geralmente em cerca de 10 a 15 minutos); menos que haja algum esforço consciente para registrá-la.
Como os sonhos podem ser confusos, emocionalmente fortes ou até angustiantes, guardá-los como memórias reais poderia causar confusão entre fantasia e realidade.