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Haddad silencia sobre pesquisa eleitoral e delação de Palocci

Haddad evitou comentar a última pesquisa Ibope, que mostrou crescimento de Bolsonaro, líder nas pesquisas, e a estagnação do candidato petista Por Folhapress

dothCom Consultoria Digital

Publicado em 02/10/2018 às 20:25

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O candidato do PT à presidência, Fernando Haddad, participou na manhã desta terça-feira (2) de ato de campanha no Rio de Janeiro, mas evitou comentar os fatos mais recentes que têm impacto na corrida eleitoral: a última pesquisa Ibope, que mostrou crescimento de Jair Bolsonaro (PSL), líder das intenções de voto, e a estagnação do candidato petista, além do levantamento do sigilo de parte da delação do ex-ministro petista Antônio Palocci.

Bolsonaro cresceu quatro pontos na última pesquisa Ibope, divulgada na noite de segunda (1º), e atingiu 31% das intenções de voto. Já Haddad, que está em segundo lugar, ficou estagnado em 21%.

Haddad preferiu atacar o PSDB e culpar o partido pela polarização e o "crescimento do fascismo".

Segundo o ex-ministro da Educação, o PSDB disseminou o ódio contra o PT nos últimos anos, estratégia que, segundo ele, não favoreceu os tucanos diretamente, mas deu força a correntes autoritárias de pensamento.

"Viemos sofrendo muitos ataques do PSDB, mas isso não está favorecendo o PSDB. Quanto mais se alimenta o ódio, mais o fascismo vai crescer", disse ele.

Questionado se o fascimo a que se refere é expresso na figura do candidato Bolsonaro, Haddad deixou no ar. "Ai vocês interpretam como quiserem".

Haddad esteve na manhã desta terça na Fiocruz, fundação federal de pesquisa na área da saúde, que fica em Manguinhos, zona norte do Rio. Cerca de uma centena de servidores da fundação, além de simpatizantes, acompanharam a agenda de Haddad, que teve um encontro com a direção da instituição.

Enquanto Haddad respondia aos questionamentos da imprensa no início da agenda, seus apoiadores hostilizavam os veículos de comunicação presentes, a quem chamavam de "mídia golpista".

Haddad prometeu que um de seus primeiros atos de governo seria a elaboração de uma reforma tributária, cujo foco seria reduzir impostos para os mais pobres e aumentar para os ricos.

A ideia seria revogar a PEC do teto de gastos no âmbito dessa reforma, que teria que passar por votação no Congresso.

O presidenciável aproveitou para reforçar a promessa de elevar o nível de investimento em saúde no PIB, dos atuais 4% para 6%, inclusive retomando o investimento em pesquisa e inovação na área.

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