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Desde que surgiu na China em 2019, o agente infeccioso do coronavírus já atingiu quase 110 mil pessoas em todo o mundo
Desde que surgiu na China em 2019, o agente infeccioso do coronavírus já atingiu quase 110 mil pessoas em todo o mundo
Foto: Arte: Gazeta de S.Paulo

Coronavírus e gripe são diferentes

Os sintomas são parecidos, mas os agentes infecciosos não; a gripe já é velha conhecida, já o coronavírus assusta por ser novidade

O ano mal começou e já nos deparamos com a alta procura por máscaras hospitalares e álcool gel. A razão do alarme é o coronavírus, que tem sintomas parecidos com os da gripe e tem chamado a atenção em todo o mundo. Desde que surgiu na China, no final de 2019, o agente infeccioso já atingiu quase 100 mil pessoas em todo o mundo, e levou à morte pouco mais de 3 mil delas, de acordo com a Organização Mundial da Saúde.

No Brasil são 13 os casos confirmados, segundo o Ministério da Saúde, e houve apenas dois casos de transmissão local, do primeiro paciente, de São Paulo, que havia viajado à Itália, teve a infecção confirmada e transmitiu para outra pessoa próxima a ele. "Não é motivo para desespero", explica a infectologista Dra. Dania Abdel Rahman Pereira, do Hospital Albert Sabin de São Paulo.

Os sintomas da infecção pelo Covid-19 (o nome técnico do novo coronavírus) são febre, tosse e dificuldade de respirar. São bastante parecidos com os de uma gripe. "O quadro clínico é muito semelhante, e não tem como saber se ele está infectado com o coronavírus ou com o influenza [o vírus da gripe]. A confirmação só pode ser feita por meio de exames específicos", afirma Pereira.

Outra semelhança entre o coronavírus e a gripe é a forma de transmissão. Gotículas que o paciente infectado emite no ar ao espirrar e tossir - e também podem alcançar objetos próximos. Por isso a recomendação de sempre lavar as mãos, especialmente em ambientes públicos. "Lavar as mãos com água e sabão, ou com álcool gel, funciona muito bem para eliminar o vírus", aponta a infectologista. Além disso, tanto o Covid-19 quanto o influenza não sobrevivem muito tempo fora do corpo, no máximo por algumas horas - isso derruba por terra o mito de contaminação por meio de produtos que vêm da China.

Mas há diferenças entre eles. O coronavírus leva até 14 dias para os sintomas dar as caras; já a gripe varia muito, visto que há muitos tipos diferentes de vírus. A taxa de mortalidade também é maior na gripe, atingindo crianças, adultos e idosos. Já o coronavírus, essa taxa está em 2%: ela é predominante em pacientes mais idosos ou imunossuprimidos, pessoas cujo sistema imunológico está debilitado. Há vacina contra os tipos mais graves de gripe, e medicação específica; e o coronavírus, por ser recente, não tem vacina nem remédios. "O tratamento é para controlar febre e dores e, em casos mais graves, o paciente é internado".

De qualquer forma, não há razão para alarde, nem corrida às farmácias para comprar máscaras. "O Brasil está agindo corretamente para evitar uma epidemia", disse a cientista biomética Tamara Gomes. E nunca é demais lembrar: a infecção tanto pelo influenza quanto pelo coronavírus só acontece se a imunidade estiver baixa. "Quem combate o vírus é o sistema imunológico. Se nos alimentarmos bem, dormirmos bem, bebermos água suficiente e repousarmos, não ficaremos doentes", completa.

Vigilância constante

Em tempos de coronavírus, não devemos nos descuidar de outras doenças virais, conhecidas e com fácil prevenção. Uma delas é a dengue, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que se reproduz em recipientes com água parada. Ela causa febre, dores pelo corpo, atrás dos olhos, fadiga e mal-estar. A maneira mais eficaz de evitar a contaminação é eliminar os criadouros. Outra doença que voltou - e já causou a morte de uma criança na Capital em 2020 - foi o sarampo, que em 2019 infectou 17,5 mil pessoas no Estado. A melhor forma de prevenir é pela vacinação, disponível na rede pública e cuja campanha para aumentar a cobertura vacinal começou em fevereiro.

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