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Foto: John Schnobrich/Unsplash

Isolamento muda hábitos na internet

De acordo com o IX.br, padrão diário está mais parecido com o de domingo; desde o início do isolamento, consumo cresceu 30%

O isolamento social, usado para conter o avanço do coronavírus, aumentou o tráfego de dados da internet brasileira. Segundo o IX.br (Brasil Internet Exchange), projeto do Comitê Gestor da Internet no Brasil, a alta foi de 30%, com pico de tráfego de 10Tb/s no dia 18 de março e de 11Tb/s, no dia 23 do mesmo mês.

Entre as razões está o fato de mais pessoas passarem a acessar a internet para fins como trabalho remoto, estudo a distância e para a busca por entretenimento, como streaming de vídeos e jogos.

"Historicamente, este é o maior volume que a gente já verificou. Contudo, uma parte disso é um aumento natural da internet brasileira. Em dezembro, a gente estava em 8Tb/s, em março no início da quarentena foi de 10Tb/s e depois de 11Tb/s, com a alteração dos vídeos (alteração de qualidade promovida por empresas de streaming), caiu para 10,8Tb/s", explica o gerente de infraestrutura do IX.br, Julio Sirota.

Padrão de domingo

Outra mudança notada pelo IX.br foi na forma como os brasileiros utilizam a internet. Agora, o padrão diário de consumo da rede está mais parecido com o de domingo.

"O grande demandador de recursos da internet é o streaming de vídeos. Tradicionalmente, o domingo era o dia em que o brasileiro mais consumia este tipo de serviço. Agora, depois do isolamento, o padrão diário está mais parecido com o de um domingo. As pessoas iniciam o uso de manhã, fica constante durante à tarde e há um pico de noite", explica.

Sem risco de parar

Ainda que tenha se verificado um aumento no tráfego de dados da internet brasileira e uma mudança de padrão, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) garante que não há riscos de colapso. "As redes de telecomunicações são projetadas para suportar aumentos de tráfego, e todas as prestadoras têm planos de contingência. Até o momento, apesar do aumento abrupto de demanda e da mudança de perfil no consumo, o monitoramento da operação aponta normalidade."

O Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil) completa dizendo que as operadoras estão trabalhando para que a internet brasileira não sofra grandes impactos.

"Os Centros de Gerência de Rede das empresas estão permanentemente monitorando o uso das redes de acesso e transporte para garantir a conectividade e acesso a serviços digitais. Esse monitoramento permite, se necessário, implementar rotinas de contingenciamento e redirecionamento de tráfego para mitigar eventuais situações de congestionamento. A capacidade das redes de telecomunicações não é infinita, mas as empresas estão fazendo todos os esforços para manter a segurança, a estabilidade e o funcionamento e, até o momento, não foram identificados registros de problemas", disse o Sindicato, por meio de nota.

Esforço conjunto

Em meio à pandemia do novo coronavírus, pessoas, entidades filantrópicas e empresas tem se unido para ajudar no combate. No caso das operadoras de telecomunicações, não é diferente, e, no último dia 27, Algar, Claro, Nextel, Sercomtel, Oi, TIM e Vivo anunciaram diversas medidas para auxiliar os brasileiros a se manterem conectados neste momento. Confira:

• Liberação temporária de conteúdos de TV e streaming;

• Concessão de bônus de internet no celular e na banda larga residencial;

• Flexibilidade para adequação dos planos contratados e também no processo de cobrança;

• Revisões nas políticas de negociação de dívidas por inadimplência, criando melhores condições de prazo e/ou isenção de juros.

Streaming

Para evitar uma sobrecarga das redes, serviços de streaming mundo afora estão alterando a qualidade de transmissão de seus vídeos. No Brasil, a medida já foi adotada pelo YouTube, Netflix, Facebook, Globoplay e Amazon Prime. Algumas estão suprimindo, temporariamente, resoluções mais altas como 4k e Full HD, enquanto outras, como Netflix e Amazon Prime, estão reduzindo as taxas de bits, porém sem prejuízo de qualidade.

"Esta é uma medida de solidariedade e responsabilidade. Temos que agir proativamente para evitar um cenário de colapso na infraestrutura da Internet brasileira num momento tão delicado, em que os serviços digitais são fundamentais para a população", disse o diretor de Tecnologia da Globo, Raymundo Barros. 

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