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"Uma dose errada pode causar grande toxicidade, gastrites, úlceras, entre outros malefícios, podendo, em casos extremos, comprometer algum órgão e até levar à morte", explica a veterinária Caroline Mouco
"Uma dose errada pode causar grande toxicidade, gastrites, úlceras, entre outros malefícios, podendo, em casos extremos, comprometer algum órgão e até levar à morte", explica a veterinária Caroline Mouco
Foto: Kalinovsky

Os cuidados ao medicar o pet por conta própria na quarentena

Ao se deparar com o bichinho sofrendo, muitos tutores, na intenção de ajudar, acabam ministrando remédios por conta própria para os pets

Ao se deparar com o bichinho sofrendo, muitos tutores, na intenção de ajudar, acabam ministrando remédios por conta própria para os pets, sobretudo durante o isolamento social. Contudo, a decisão pode acabar piorando o estado do animal.

"Assim como a automedicação humana, existem riscos quando fornecemos medicamentos sem prescrição para um pet. Uma dose errada pode causar toxicidade, gastrites, úlceras, entre outros malefícios, podendo comprometer algum órgão e até levar à morte", explica a veterinária Caroline Mouco, diretora clínica do hospital VET Popular.

Caroline alerta ainda para outro hábito: o de oferecer remédios comuns para os humanos aos pets. "Há alguns anos, muitos fármacos não existiam na versão para pet, por essa razão os veterinários receitavam os de humanos. Isso, felizmente, vem mudando, garantindo mais segurança e eficácia."

Além disso, esclarece a veterinária, remédios inofensivos para as pessoas podem ser mortais para cães e gatos. "A dipirona, se administrada erroneamente, pode causar intoxicação e insuficiência em gatos. Diclofenaco de sódio ou potássio, em qualquer dose, dado para cães ou gatos, intoxica, causa gastrite, enterite, com um comprometimento tão grande que pode levar ao óbito. Paracetamol também causa intoxicação aguda grave e insuficiência hepática. Ibuprofeno é outra medicação não recomendada. O organismo dos pets não consegue metabolizar corretamente esse fármaco."

Assim, conclui a especialista: "administrar qualquer medicamento sem respaldo veterinário nunca é uma boa alternativa."

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