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Arnaldo Cezar Coelho
Arnaldo Cezar Coelho
Foto: Renato Pizzutto

VAR gera discussão até nas TVs

Durante muito tempo e até hoje é meio assim, a televisão aberta sempre resistiu às transmissões de tênis, vôlei e até basquete, porque os jogos nunca têm hora para terminar. Os comprometimentos na grade de programação sempre são inevitáveis. O futebol, pós-VAR, não chega a tanto e embora sua utilização se limite para determinados casos - situações de gol, pênalti, cartão vermelho e erro de identificação -, as paralisações, especialmente aqui no Brasil, são muito demoradas. E nem sempre de forma satisfatória, porque erros ainda são cometidos, mesmo depois da verificação e até provocando distorções em alguns resultados. O grande problema, parece, ainda é o desconhecimento. A falta de um melhor treinamento e a dificuldade em usar o equipamento. Não é normal, por exemplo, o tempo gasto para traçar linhas de impedimento, o que em qualquer televisão se faz em questão de segundos. A dinâmica do jogo, por tudo isso e mais um pouco, foi alterada de forma muito importante. E tempo, em televisão, não se estoca. A demora nessas decisões sempre cai na conta de alguém.

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Justiça se faça. Autoridade em arbitragem, Arnaldo Cezar Coelho desde o começo se colocou contra a aplicação do VAR. Não contra a ideia, mas ao exagero na sua utilização: "o torcedor não sabe mais se vibra ou não, grita gol ou não. Ficou complicado". O próprio Arnaldo repetiu à coluna muito do que falou no SporTV: o único que está ganhando com isso, por enquanto, é o inventor do aparelho.

E disse mais. Arnaldo também entende que as próprias deficiências técnicas tornam o VAR bem discutível. As câmeras nem sempre estão posicionadas para traçar a linha do impedimento corretamente ou se a bola entrou ou não entrou no gol. As discussões, segundo ele, continuam sendo as mesmas ou maiores ainda. O árbitro, ao botar o dedo no ouvido e seguir o que lhe foi passado, está transferindo autoridade - "o VAR corrói a autoridade do árbitro".

Muito claro. Paulo Cesar Oliveira entende que falta um especialista para trabalhar e analisar a imagem. "Senti isso quando comecei a trabalhar na Globo. Os árbitros não treinam, só utilizam a ferramenta nos jogos", conclui.

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