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Artistas se unem por álbum autoral
Artistas se unem por álbum autoral
Foto: Divulgação

Augusto Teixeira e Leo Costa lançam álbum em homenagem a Léo Nogueira

Artistas se unem para lançar Um Mundo em Nós, com letras do cearense-paulistano Léo Nogueira, com samba, bossa, baião, choro, pop e baladas

O álbum Um Mundo em Nós, com produção de Augusto Teixeira e Leo Costa, que homenageia o letrista cearense-paulistano Léo Nogueira, vai ser lançado nesta terça-feira (14). O lançamento traz parcerias com nomes emergentes e consagrados do cenário nacional, além de diversas participações vocais, como as de Chico Salem, Ilessi, Virgínia Rosa e Zeca Baleiro.

Para ter acesso ao lançamento, clique aqui.

O álbum começou a ser gerado há dois anos por iniciativa dos músicos produtores Augusto Teixeira e Leo Costa, que vislumbraram um mote único para unir diferentes gerações de compositores, intérpretes e musicistas: a obra poético-musical do compositor/letrista Léo Nogueira. Ambos já haviam trabalhado juntos no primeiro álbum de Augusto intitulado Estação Felicidade, que contava também com algumas parcerias deste com o letrista e foi eleito entre os melhores álbuns de 2018 pelo site Embrulhador, além de ter tido uma boa circulação de shows de lançamento por várias cidades, principalmente no interior paulista.

Dono de extensa obra e parceiro de muitos compositores — alguns bem conhecidos, como Zeca Baleiro e Vicente Barreto — o letrista Léo Nogueira ainda não possuía um álbum que fosse dedicado exclusivamente a suas composições.

Augusto Teixeira, Leo Costa e Léo Nogueira chegaram à seleção das treze faixas do álbum dentre as mais de duas mil músicas do autor, de uma maneira que o trabalho unisse camadas poético-musicais que abrangessem a pluralidade da música brasileira.

E o resultado é um disco que reúne diferentes estéticas musicais realçadas por letras reflexivas — e algumas vezes irônicas — que se mesclam a estilos rítmicos variados como samba, bossa nova, baião, choro, pop moderno e balada.

Léo Nogueira é um cearense do mundo, parceiro de uma gama de autores de vários idiomas e nacionalidades. Como foram escolhidas apenas canções em português, o disco buscou abranger também nos vocais essa riqueza de sotaques, com convidados de Norte a Sul do país, formando uma colcha de retalhos sonora das mais ricas.

O álbum abre com a faixa Anjo Avulso, que tem uma pegada pop e letra ácida e um tanto quixotesca, tem as participações da paraibana Camilla Farias e do paulistano Sander Mecca. Em seguida vem Cantar Você, a balada romântica do disco, que tem as participações de Renata Pizi e Chico Salem. Bem me Quer é uma bela representante da MPB sofisticada e de rica harmonia que tem a interpretação da catarinense Carla Casarim.
Inspirada em fatos reais e contando uma saga sertaneja vivida pelos avós de Léo Nogueira, Oito Franciscos tem as participações de Lilian Estela e do alagoano Ibys Maceioh. A canção Né? é um chistoso choro que trata sobre a falta do que dizer de certas relações e tem as participações de Rafael Alterio (o Garga) e da paraense Clarice Sena. O Samba do Amor Eterno trata sobre as inconstâncias — e a eternidade — do amor e tem a participação de Virgínia Rosa.

A Balada do Amor Clichê é um soneto que ridiculariza alguns tipos de amores; nela, participam a carioca Clarisse Grova e o paulista Juca Novaes. Já No Mundo da Lua fala de um amor quando não está — ou de sua ausência — e tem a participação de Mau Sant’Anna. Os Porquês é um tratado sobre a solidão; participa na faixa, Kleber Albuquerque.

Hiroshima teve sua letra composta num avião, quando da primeira viagem de Léo ao Japão (onde mora atualmente), daí as várias referências nipônicas; nessa faixa, coube a Augusto Teixeira o único solo vocal do disco. Toró, que trata da sensação de deslocamento de um nordestino nas grandes capitais, é mais um tratado sobre a solidão, ou o desamor — como prefiram —, tema recorrente na obra do letrista; na canção, participam a carioca Ilessi e o mineiro-cearense Érico Baymma. Sem-Fim trata sobre a finitude da vida humana e a inadequação a ela com participação do maranhense Zeca Baleiro.

O disco fecha com a bossa solar e um tanto surreal Um Mundo em Nós, a faixa-título, feita em coautoria com o saudoso Marito Corrêa. É uma canção ingenuamente esperançosa, como, aliás, é a arte, e tem as participações de quase todos os supracitados participantes.

A voz de Augusto Teixeira e o violão de Leo Costa são a base dos arranjos juntamente com convidados musicistas: a flautista Maiara Moraes; o pianista Pedro Assad; no violão sete cordas, Alexandre Cueva; no contrabaixo, Beatriz Lima e Gustavo Sato; na sanfona e no rhodes, Lucas Coimbra; no cavaquinho, Marcel Martins; o tcheco Martin Pridal na guitarra; e, na percuteria, Roberta Kelly, Vitor Coimbra, Alfredo Castro (o Alfredão) e o paraibano Guegué Medeiros. Além do coro de Marina Santana e Álvaro Cueva.

A maior parte do disco foi captada no Estúdio Arsis, por Adonias Souza Jr., referência na área e que teve importância vital no processo embrionário do projeto. Isso contribuiu para que houvesse organicidade para abarcar canções que vão do pop à bossa. Esses aspectos combinados reforçam as dinâmicas e texturas dos arranjos, criando contrapontos estilísticos que valorizam ainda mais as canções.
Com o advento da pandemia, alterou-se o curso originalmente planejado para o trabalho, mas, graças à tecnologia, muitos artistas puderam participar de suas próprias residências a partir de estúdios caseiros.

A arte da capa é assinada por Elifas Andreato, autor de muitas das capas históricas de discos brasileiros e também da do primeiro disco de Augusto Teixeira.

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