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JUSTIÇA

Sikêra Júnior pode ser preso por racismo a pedido do Ministério Público Federal

O pedido de prisão se refere a um episódio em que o apresentador xinga uma mulher de "vagabunda", "preguiçosa" e "venta de jumenta", além de outras ofensas

Joe Silva

Publicado em 02/02/2023 às 18:28

Atualizado em 02/02/2023 às 18:56

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Se condenado por racismo, Sikêra Júnior pode ficar preso por até 3 anos / Reprodução

O Ministério Público Federal (MPF) solicitou a prisão do apresentador José Siqueira, conhecido como Sikêra Júnior, além pelo crime de racismo. O apresentador teria feito comentários ofensivos contra uma mulher durante um programa exibido em uma emissora de João Pessoa, na Paraíba, em 5 junho de 2018.

A denúncia do MPF foi protocolada na segunda-feira (30). No documento, o órgão ressalta que o apresentador usou palavras "ofensas injuriosas raciais" contra uma mulher que havia sido presa. Na época, Sikera apresentava o programa 'Cidade em Ação', no canal TV Arapuan, e noticiava a prisão da suspeita quando fez as ofensas.

Por que Sikêra Júnior está sendo acusado de racismo?

No programa televisivo, Sikêra Júnior chamou a mulher de "vagabunda", "preguiçosa" e "venta de jumenta". Além das palavras ofensivas, o apresentador disse que a mulher em questão não estava com as unhas pintadas e declarou: "mulher que não pinta a unha é sebosa".

O MPF entendeu que o apresentador ultrapassou os limites da liberdade de expressão e teve uma atitude que viola o direito da mulher ao princípio constitucional da preservação de inocência. 

Para o órgão, o apresentador praticou crime de racismo, tipificado no Artigo 20 da Lei nº 7.716. A pena para esse tipo de crime pode ser de um a três anos de prisão e multa, segundo informações do portal gl.

O apresentador não tem mais ligação com a emissora onde o episódio ocorreu e atualmente, ele trabalha em um canal da cidade de Manaus.

Outro episódio de ofensas contra uma mulher

Um desdobramento deste mesmo caso revelou insistência por parte de Sikêra Júnior em ofender mulheres. Isso porque a rapper paraibana Kalyne Lima criticou a postura do apresentador contra a mulher em sua rede social e também passou a ser insultada por ele.

Na época, a TV Arapuan assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público Federal se comprometendo a exibir material em formato publicitário com duração de 30 segundos difundindo ideais relevantes para a cidadania, em defesa da tolerância e do respeito às diversidades.

O que diz Sikêra Júnior 

A Gazeta falou com a assessoria de imprensa do apresentador na tarde desta quinta-feira, que informou que ele não irá se manifestar sobre o caso.

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