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Sexta, 07 Dezembro 2018 15:42

A emoção é de série

Nova muscle bike da Harley-Davidson, impressiona pela tocada esportiva e pelo bom ângulo de inclinação em curvas
A moto se diferencia também pelo uso de materiais mais leves: alumínio na balança e no sub-chassi. O resultado é o menor peso – 303 quilos em ordem de marcha – e mais agilidade A moto se diferencia também pelo uso de materiais mais leves: alumínio na balança e no sub-chassi. O resultado é o menor peso – 303 quilos em ordem de marcha – e mais agilidade Guilherme Veloso
Da Reportagem
De São Paulo

As muscle bikes sempre fascinam muita gente. Atraem olhares por suas linhas radicais que esbanjam personalidade. São arrojadas, musculosas, “torcudas” e potentes. Seu desempenho esportivo vem de motores mais apimentados e sua ciclística impõe respeito pela robustez e eficiência. No Brasil, a família V-Rod da Harley-Davidson, apesar do sucesso, viu sua aposentadoria chegar em 2016. De lá para cá, ficou uma lacuna, só agora preenchida com a chegada da FXDR 114 2019, integrante da linha Softail.

Misto entre Night Rod Special e XR 1200X, a nova power cruiser da H-D não usa o motor Revolution, desenvolvido em parceria com a alemã Porsche, mas sim o novo Milwaukee-Eight 114 (de 114 polegadas cúbicas), refrigerado a ar, que oferece ‘singelos’ 16,11 kgfm de torque já disponíveis a 3.500 rpm. A moto se diferencia também pelo uso de materiais mais leves: alumínio na balança e no sub-chassi. O resultado é o menor peso – 303 quilos em ordem de marcha – e mais agilidade.

Podem incomodar, à primeira vista, as peças em plástico que emolduram o assento solo e o para-lama traseiro, que se move junto com a suspensão que, aliás, recebeu um monoamortecedor com nova posição de ancoragem. São 112 milímetros de curso e ajuste na pré-carga da mola. Valeria um acabamento mais requintado, como o uso da fibra de carbono, já que se trata de uma moto com preço a partir de R$ 80.200. Esse tipo de acabamento existe, mas faz parte de uma extensa linha de acessórios da marca, oferecidos como opcionais pelas concessionárias.

A posição de pilotagem lembra a da Night Rod Special, ou seja, braços esticados e bem abertos e pernas semiflexionadas, com as pedaleiras não tão à frente, quando comparado com as primeiras V-Rod. É uma postura de pilotagem diferente, com o tronco projetado para frente. Nesse aspecto, a relação com a Harley-Davidson da FXDR 114 é do tipo ‘ame-a ou deixe-a’. Ou o piloto curte a posição oferecida pela moto, ou é melhor procurar outra para comprar.

O despertar da fera

Para domar esta usina de força sobre duas rodas, o piloto precisa ir com calma, até se acostumar com a nova posição de pilotagem. O motor é bruto, e é bom se ter cuidado nas aceleradas mais vigorosas. Se faltar prudência, de duas uma: ou a FXDR114 empinará ou a moto sairá fritando o pneu, enrugando o asfalto. Por isso, o motociclista precisa ter total controle sobre a máquina.

Ao apertar o botão do start, o Milwaukee-Eight 114, de estimados 80 cavalos de potência máxima (número não confirmado pela Harley), desperta e emite um som médio-grave que é propagado pelo escape 2 em 1. O ‘rugido’ do motor refrigerado a ar instiga o piloto a girar o cabo. E é a 2.500 giros que a emoção começa.

Com uma boa relação de marchas, a FXDR114 vai ganhando velocidade de forma controlada. Aqui o mais importante não é o torque, mas sim como essa força é distribuída. No caso desta Softail é feita de forma progressiva. Mas se o motociclista quiser mais emoção é só girar o acelerador com vontade e ter adrenalina correndo solta no corpo, já que a moto derrapa nas saídas de curva. Por isso, a Harley deveria ter investido em um pacote eletrônico completo – modos de pilotagem e controle de tração – como na sua co-irmã italiana.

Nas manobras em baixa velocidade, como em uma moto esportiva, o ângulo de esterço é reduzido. Além disso, a FXDR 114 – assim como a Breakout – conta com um ângulo de cáster de 34 graus. Porém, a altura do assento, de 720 milímetros, auxilia o motociclista nessa situação. Outro item que veio das superesportivas foi a suspensão dianteira: invertida (upside down) com tubos de 43 milímetros de diâmetro e 130 milímetros de curso. Absorve bem as irregularidades do piso, deixa a moto sempre no trilho e dita o caminho para a próxima curva.

Em pista plana, asfalto bom, sexta marcha engatada e motor girando a 3.150 rpm, a muscle bike da H-D já estava a 140 km/h, com folga para muito mais. A velocidade pode ultrapassar, com facilidade, os 200 km/h. A autonomia é de cerca de 300 quilômetros, já que o tanque tem capacidade para 16,7 litros de gasolina.

Depois de cruzar a Marginal Pinheiros e um trecho da rodovia Castelo Branco, a FXDR seguiu pela Estada dos Romeiros, que liga Itu a Cabreuva, no interior de São Paulo. Devoradora de curvas – as mais abertas, de preferência –, a moto mostrou para que veio: rodar com o giro baixo, porém, de forma bastante vigorosa. Quando é preciso de mais potência e troque, bastava dar uma leve girada da manopla do acelerador. No trecho mais sinuoso, a moto rodou praticamente o tempo todo em quarta marcha. A FXDR 114 até parecia um scooter. Claro que oferecendo mais emoção!

Nas saídas de curvas e já emendando em retas, a nova HD despeja força e potência quase que de forma instantânea, já que o comportamento dinâmico do ‘V2’, de 1.868 cm³, é quase um soco no estômago. Em função da nova arquitetura, com a transmissão primária deslocada para traz, o motor oferece um dos maiores ângulos de inclinação da família Softail, que faz desta Harley boa de curvas e de retas. O mais incrível é que em nenhum momento a pedaleira raspou no chão.

Antes de mergulhar nas curvas, o correto é frear antes e deixar o sistema entrar em ação – disco duplo de 300 milímetros na dianteira e, na traseira, disco simples de 292 milímetros. Durante o teste, em alguns momentos de abuso por parte do piloto, o ABS entrou em ação e não deixou a roda travar. Em resumo, a FXDR não é uma moto para iniciantes, mas é uma máquina deliciosa para pilotos experientes que gostam de acelerar. Com a nova muscle bike, ninguém ficará órfão da V-Rod.

*Por Aldo Tizzani. do MinutoMotor

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