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Sábado, 02 Março 2019 15:58

Camaro em versão de tirar o chapéu

Versão conversível do Chevrolet Camaro SS 2019 é um “brinquedo” de R$ 365.990
O Camaro da nova geração ganhou uma remodelação no visual, com destaque para os faróis com luzes diurnas O Camaro da nova geração ganhou uma remodelação no visual, com destaque para os faróis com luzes diurnas Luiza Kreitlon/Agência AutoMotrix
Da Reportagem
De São Paulo

Carros novos sempre chamam a atenção. Se for um esportivo, então, atrai muito mais olhares. Mas se, ainda por cima, for um conversível, o veículo mobiliza todas as atenções, junta gente em volta e transforma seu motorista em uma espécie de “celebridade instantânea”. É o caso da versão “cabriolet” do Camaro SS 2019, a mais recente geração do esportivo lançado nos Estados Unidos em 1966, que acaba de chegar às concessionárias brasileiras da Chevrolet. É um típico representante do gênero de automóvel conhecido como “muscle car” – que reúne esportivos norte-americanos com duas portas, motor potente e tração traseira. Além de promover um “upgrade de status” de quem o dirige, a função do Camaro no Brasil é valorizar também os “colegas de vitrine”: Onix, Prisma, Cruze, Spin e demais modelos da “marca da gravata”. Não por acaso, a mesma função mercadológica que seu principal rival – o Mustang – desempenha nas concessionárias Ford.

Lançado no Brasil no final de 2010, embalado pelo sucesso nas telas de cinema do filme “Transformers” e o personagem metamórfico Bumblebee, o Camaro foi o primeiro “muscle car” vendido de forma oficial por uma marca no mercado brasileiro – antes, só chegavam por importação independente. O Mustang demorou bem mais a chegar oficialmente, mas veio embalado. Desembarcou no Brasil em março de 2018 e vendeu 990 unidades no ano passado – período em que o Camaro da geração anterior emplacou apenas 93 exemplares. Talvez por conta da performance de vendas do concorrente, a Chevrolet fez um certo mistério sobre os preços do novo Camaro no Brasil, anunciados no final de fevereiro, junto com a chegada dos modelos às lojas. O cupê custa R$ 328.990 – R$ 13 mil a mais do que o Mustang, que é vendido no país apenas na carroceria cupê, por R$ 315.990. Já o Camaro conversível, equipado com capota retrátil com acionamento elétrico, custa R$ 37 mil a mais e atinge os R$ 365.990.

Por fora, o Camaro da nova geração ganhou uma remodelação no visual, com destaque para os faróis com luzes diurnas de leds, lanternas traseiras ovaladas e rodas de 20 polegadas com acabamento em preto brilhante na versão conversível – as do cupê são acetinadas. As linhas continuam musculosas, especialmente na parte frontal. A grade com acabamento preto brilhante ficou bem mais proeminente e ganhou uma grossa barra na cor preto fosco que ostenta a gravata da Chevrolet. Para acompanhar a “expansão” da grade, o para-choque está mais volumoso. Já os novos faróis em full led receberam desenho mais a lado. Na traseira, as lanternas no estilo “dual-element” em leds com lentes em baixo relevo, um elegante aerofólio e duas bocas de escape cromadas. No conjunto, a geração anterior parecia menos espalhafatosa. Mas o público do Camaro conversível não busca exatamente discrição.

Na cabine, a nova geração da central multimídia MyLink 3 permite comandar o ar-condicionado pela tela sensível ao toque, além de con gurar a iluminação da cabine. Vem com Google Android Auto e Apple Car Play, câmera de ré e navegador GPS. Já o retrovisor interno dá lugar a uma tela que exibe as imagens por uma câmera posicionada na traseira. O painel é análogo-digital, com mostradores circulares de ponteiros, mas com um display que exibe diversas funcionalidades, inclusive os quatro diferentes modos de condução. O painel ainda disponibiliza marcador de voltas, cronômetro para aceleração de zero a 100 km/h e indicador de força G. Há opção para personalizar a iluminação em leds do interior com diversas cores. No console da transmissão estão o comando para os quatro diferentes modos de condução e o freio de estacionamento eletrônico. O volante multifuncional tem a base achatada e acabamento em couro. Sobre o painel, um head-up display colorido disponibiliza informações do painel, como o velocímetro e o conta-giros, sem que o motorista precise tirar os olhos da estrada.

Em um esportivo, o motor é sempre a estrela principal. O do Camaro 2019 é o famoso LT1, o mesmo que é usado no Corvette. Trata-se de um 6.2 de 461 cavalos e 62,9 kgfm, todo feito em alumínio. Tem injeção direta de combustível e sistema de desligamento de cilindros, atuando como um V4 no modo Passeio. Segundo a General Motors, a aceleração de zero a 100 km/h pode ser feita em 4,2 segundos, com máxima limitada em 290 km/h. O novo câmbio automático de 10 marchas – no modelo anterior, eram 8 – é o mesmo usado pelo Ford Mustang e foi desenvolvido conjuntamente pelas duas marcas. Com o novo câmbio, o Camaro passou a oferecer o “launch control”, um controle de largada que possibilita arrancadas mais brutais. Conforme o Inmetro, o Chevrolet Camaro SS conversível obteve médias de 6,3 km/l na cidade e 9,1 km/l na estrada, que lhe renderam conceitos baixos: “E” – o pior possível – na categoria e “D” na comparação absoluta geral. Todavia, consumo nunca esteve entre as maiores preocupações dos consumidores de “muscle cars”.

Jeito ‘transformer’ de ser

O motor 6.2 V8 com 461 cavalos e 62,9 kgfm de torque obviamente tem força de sobra. Pode ser mais esportivo no modo Pista, mas também oferece outras três opções de condução: a Passeio, ideal para passear e economizar combustível, a Sport, ligeiramente mais “nervosa”, e a Neve/Gelo, para pisos de baixa aderência. Em cada uma das opções, a rigidez da direção, a atuação dos controles de estabilidade e de tração, o mapeamento da transmissão e as respostas do motor são alteradas. Até as cores das luzes internas do habitáculo mudam de acordo com a opção de condução. Ou seja, cada mudança transforma o Camaro conversível em um carro diferente. Em todos os modos, o conjunto oferece uma instigante percepção de segurança. Entre as mudanças relacionadas pela General Motors para a nova geração do Camaro, há novas barras estabilizadoras maiores, suspensão reforçada, freios Brembo redimensionados e rigidez torcional da carroceria aprimorada. Na prática, tudo isso se traduz em uma dirigibilidade muito boa, com uma estabilidade realmente fora do comum – o carro faz curvas em alta velocidade como se houvesse trilhos invisíveis no chão.

A transmissão de 10 marchas, uma das novidades da linha 2019, é muito ágil. Oferece relações bem curtas e com trocas suaves, que garantem um motor sempre “cheio”, com giro otimizado. Jamais falta força quando o motorista aperta o pedal da direita. Para um carro de quase 1.800 quilos, a sensação é de surpreendente leveza. Outra novidade mecânica é o controle de largada. Com o sistema, um “kick down” no acelerador proporciona uma arrancada ainda mais absurda. Há também a função “burn out”, que é mais prudente nem testar. Possibilita aplicar o freio apenas nas rodas dianteiras, enquanto as traseiras são aceleradas, giram e “fritam” até que o motorista solte o pedal, o que produz uma nuvem de fumaça e detona os pneus caríssimos – mais de R$ 2 mil cada. Mesmo para milionários extravagantes, certamente há maneiras mais criativas de desperdiçar dinheiro. E o Camaro conversível nem precisaria disso. Combinada ao motor poderoso e à possibilidade de se viajar com cabelos ao vento, a tração traseira já garante bastante diversão a quem gosta de dirigir velozmente, ao proporcionar saídas elegantes e controláveis. Os freios Brembo felizmente honram as boas tradições da marca e se mostram precisos na tarefa de reduzir rapidamente a velocidade.


*Por Luiz Humberto Monteiro Pereira, da Agência AutoMotrix

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