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Sábado, 30 Março 2019 08:08

A versão Black Bow Tie é um dos trunfos do Cruze para crescer entre os sedãs

A ideia da versão Black Bow Tie é criar um Cruze com uma ‘pegada’ mais jovial e com um apelo mais esportivo
O carro traz o mesmo motor 1.4 Turbo com injeção direta O carro traz o mesmo motor 1.4 Turbo com injeção direta Luiza Kreitlon/Agência AutoMotrix
Da Reportagem
De São Paulo

Nos últimos anos, os veículos negros, com detalhes no mesmo tom, são uma tendência estilística em alta em todo o mundo - e também no Brasil. Uma marca que embarcou com tudo nessa "maré negra" é a Chevrolet. No ano passado, depois dos lançamentos das séries Midnight da picape S10 e do utilitário esportivo Tracker, a Chevrolet emendou direto com o Cruze Black Bow Tie. Apresentada no final de outubro, a versão está disponível nas configurações sedã e hatch Sport6, ambas oferecidas por R$ 99.790. Entre os sedãs, a configuração "tunada" busca tornar o Cruze mais atraente na disputa com o Toyota Corolla e o Honda Civic, que há décadas se alternam na liderança das vendas no segmento.

A ideia da versão Black Bow Tie é criar um Cruze com uma "pegada" mais jovial e com um apelo mais esportivo, para sensibilizar o público que gosta de personalização. Para ajudar a manter um preço abaixo dos R$ 100 mil, a base da nova versão é a LT, a "de entrada" da linha. Tanto na frente quanto na traseira, a versão traz a gravatinha da Chevrolet em preto - no lugar do tradicional dourado. Na traseira, o nome do modelo também aparece em preto, em vez das habituais letrinhas cromadas. O acabamento cromado aparece apenas na moldura da grade. A cor Preto Ouro Negro da carroceria ressalta a "musculatura" do modelo e os três vincos convergentes do capô. Acessórios originais reforçam a proposta de customização - em especial as rodas aro 17'' na cor grafite, que criam um contraste interessante com a "roupagem" toda preta.

Sob o capô, o Cruze Black Bow Tie traz o mesmo motor 1.4 Turbo com injeção direta e duplo comando variável das outras versões. Rende potência de 150/153 cavalos e torque de 24/24,5 kgfm com gasolina/etanol. O câmbio é automático sequencial de 6 marchas é também o mesmo, com opção de mudanças manuais na alavanca. Segundo o Inmetro, o Cruze LT tem um consumo na cidade de 7,8/11,5 km/l com e na estrada de 10,1/14,6 km/l com etanol/gasolina. Com isso, obteve um índice A na categoria e B no geral. A suspensão se mantém a mesma dos outros Cruze, com a combinação de McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira.

Apesar de ser baseada na versão de entrada da linha, o Cruze Black Bow Tie está longe de ser "pelado" em termos de equipamentos. Vem com airbags frontais e laterais, alarme, controle de tração, controle eletrônico de estabilidade, faróis de neblina, sensor de estacionamento traseiro, sistema de monitoramento de pressão dos pneus, ar-condicionado com controle eletrônico, câmara de ré, computador de bordo, controle de velocidade de cruzeiro, sistema start/stop, central multimídia sensível ao toque de 7 polegadas com espelhamento de smartphones, abertura do porta malas por controle remoto, assistente de partida em aclive, coluna de direção com regulagem em altura e profundidade, indicador do nível de vida de óleo, de bateria e pressão dos pneus, direção elétrica progressiva, retrovisores externos elétricos com indicador de direção, navegação por setas com comando de voz, descansa-braço dianteiro central deslizante e banco traseiro bipartido e rebatível, com porta-copos.

Fama de mau

O aspecto um tanto “malvado” da versão Black Bow Tie não interfere no desempenho dinâmico do Cruze, já que o motor 1.4 turbo com injeção direta é o mesmo das outras versões – e continua a ser um dos pontos altos do Cruze. O torque máximo surge pertos de 2 mil rpm e faz o sedã ganhar velocidade rápida e progressivamente. A reação ao acelerador é correta e as acelerações e arrancadas são vigorosas, porém, progressivas e não abruptas. Pode-se obter, com facilidade, um comportamento esportivo do modelo. O câmbio GF6 de nova geração – que também é o mesmo das outras versões – é eficiente e gerencia o motor sem vacilações. Não conta com aletas no volante para trocas sequenciais. Elas podem ser feitas manualmente na própria alavanca de câmbio, se o motorista não estiver satisfeito com o “timming” do câmbio automático. O conjunto mecânico permite ao veículo atingir a velocidade final de 214 km/h, um ótimo desempenho para seus 1.320 quilos de peso, com aceleração de zero a 100 km/h em 8,8 segundos.

A suspensão do Cruze é bem ajustada. O sedã se mostra bastante estável e aderna pouco nas curvas. Nas mais radicais, feitas em alta velocidade, é possível perceber claramente a providencial atuação dos controles de estabilidade e tração. De um modo geral, o carro parece estar sempre equilibrado e na mão do motorista, mesmo em trechos sinuosos e com um uso ostensivo do pedal da direita. As frenagens são eficientes e precisas, sem “rebolados”. Em uma utilização “civilizada”, o Cruze Black Bow Tie é um sedã bastante agradável de se dirigir, com um nível de silêncio dentro da cabine que impressiona positivamente. E o estilo “black tie” chama a atenção e efetivamente acrescenta uma certa “presença em cena” ao sedã.


*Por Luiz Humberto Monteiro Pereira, da Agência AutoMotrix

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