Edição de Hoje capa
Edições Anteriores
 
Sábado, 13 Abril 2019 07:37

Novo EcoSport sem o estepe é mais maduro

Em fevereiro deste ano chegou às concessionárias, já como modelo 2020, a versão Titanium do EcoSport, que tem como principal novidade justamente a ausência do estepe
Oferecido por R$ 103.890, a versão Titanium do Ford EcoSport encara, na maioria dos casos, as confi gurações intermediárias Oferecido por R$ 103.890, a versão Titanium do Ford EcoSport encara, na maioria dos casos, as confi gurações intermediárias Luiza Kreitlon/Agência AutoMotrix
Da Reportagem
De São Paulo

Quando surgiu, em 2003, o Ford EcoSport era uma "versão SUV" da segunda geração nacional do Fiesta, lançada um ano antes. O design e o espaço interno sempre foram destaques apontados pelos compradores, em sua maioria vindos de hatches e sedãs compactos, que buscavam algo menos conservador. No estilo, uma característica marcante do modelo era o estepe pendurado na tampa do porta-malas, que remetia aos veículos "off-road" e conferia um aspecto "aventureiro" ao compacto. Com o tempo, o EcoSport desenvolveu uma personalidade própria, gerou uma tendência e criou um segmento de mercado - o dos "compactos aventureiros", que não parou de crescer.

O estepe pendurado na traseira foi um adereço estético imitado por alguns concorrentes, mas com o tempo tem caído em desuso. Mesmo entre os modelos genuinamente "lameiros", muitos abriram mão do "estepe ostentação". Até que chegou a vez do EcoSport. Em fevereiro deste ano chegou às concessionárias, já como modelo 2020, a versão Titanium do EcoSport, que tem como principal novidade justamente a ausência do estepe. Também nessa configuração - a mais cara com tração 4x2 -, o motor 2.0 deu lugar ao três cilindros de 1,5 litro.

Os fãs do estepe exposto ainda dispõem das versões SE, FreeStyle ou Storm 4WD. Como o EcoSport nunca teve previsão de levar o estepe sob o piso do porta-malas, onde é usualmente colocado, a Ford adotou uma solução comum em modelos esportivos: equipou a versão Titanium com pneus run flat, que podem rodar furados por até 80 quilômetros a uma velocidade de até 80 km/h, e equipou o modelo de um kit de reparo com compressor e spray selante, que fica no porta-malas. O usuário conecta o sistema ao pneu furado, em seguida, preenche o pneu com o selante, o que permite estender a autonomia com o pneu furado para até duzentos quilômetros.

Sem o estepe na tampa do porta-malas, o conjunto do EcoSport perde um pouco de jovialidade, mas ganha um interessante toque de maturidade e sofisticação, características que a "irreverência" do estepe explícito não deixava transparecer. Por fora, o desenho da frente é o mesmo apresentado no "facelift" de julho de 2017, com a grade aumentada e mais elevada, o para-choque esculpido e o conjunto ótico redesenhado. Na traseira, o para-choque proeminente, as linhas limpas, a larga faixa cromada sobre a placa e as lanternas trapezoidais que, anteriormente "ofuscadas" pela presença ostensiva do pneu extra pendurado, ganharam destaque.

De quebra, o SUV ainda ficou 13 quilos mais leve. Porém nem tudo é vantagem para quem opta pelo EcoSport Titanium. O porta-malas continua abrindo horizontalmente - a Ford não adotou a abertura vertical, que demandaria um espaço bem inferior para a abertura total da tampa. E a reposição dos pneus run flat custa em média 33% a mais do que os normais.

A Ford tirou da versão Titanium o motor 2.0 com injeção direta e 170/176 cavalos e colocou o mesmo três cilindros 1.5 já usado nas versões SE e Freestyle desde 2017, com 40 cavalos a menos. Combinado a um câmbio automático de 6 marchas, o 1.5 de 130/137 cavalos obtém um consumo menor, principalmente no uso urbano.

Por dentro, traz uma boa lista de equipamentos de série: sete airbags, ar-condicionado automático digital, monitor de pontos cegos, cruzado, controles eletrônicos de tração e estabilidade, assistente de partida em rampas, acendimento automático dos faróis, entre outros.

Oferecido por R$ 103.890, a versão Titanium do Ford EcoSport encara as configurações intermediárias dos utilitários esportivos compactos rivais. No primeiro trimestre deste ano, a linha EcoSport vendeu 7.617 unidades, uma média de 2.539 emplacamentos mensais. Foi superado pelos concorrentes Jeep Renegade, Hyundai Creta, Honda HR-V e Nissan Kicks, todavia deixou para traz Renault Captur e Duster e Chevrolet Tracker. Em abril, a briga no segmento fica mais complicada com a chegada de um novo concorrente: o T-Cross, embalado pelas redes de concessionárias Volkswagen espalhadas pelo Brasil.

Teorias e práticas

O fato de a Ford ter tirado da versão Titanium o motor 2.0 com injeção direta e 170/176 cavalos com gasolina/etanol e colocado um três cilindros 1.5 com 40 cavalos a menos - 130/137 cavalos, a princípio, faria supor que o modelo 2020 é menos esportivo. Na prática, ele não decepciona, apesar dos números de potência. O bom torque máximo de 15,6 kgfm aparecer somente nos 4.500 giros, contudo a impressão é de que ele já está praticamente todo disponível em rotações bem mais baixas.

Em uso urbano, o SUV é esperto nas arrancadas e bem ágil no manejo. Na estrada, embora não ostente grande exuberância nem excesso de força, também não compromete. Permite retomadas e ultrapassagens decentes e resolutas, sem que o motor dê a impressão de estar se “esgoelando”. Colocar a transmissão no modo “Sport” ajuda a manter os giros um pouco mais altos nas trocas de marchas, o que sempre melhora o desempenho e aumenta a sensação de esportividade. O volante traz aletas na parte de trás para trocas manuais de marcha, para quem gosta de interagir mais com o motor.

Poderia parecer que a retirada do estepe não teria grande influência no comportamento dinâmico do EcoSport Titanium. O fato é que, com as modificações, a versão ficou 13 quilos mais leve do que era na linha 2019. Como, além da supressão do estepe, o motor ficou menor e mais leve, a pequena redução de peso ficou distribuída no modelo, o que não alteraria o equilíbrio dinâmico. De qualquer forma, a Ford avisa que foram feitas mudanças na calibração da direção, freios e suspensão. Na prática, a percepção é que o carro ficou mais equilibrado e confortável, sem ser “molenga” demais.

Faz curvas sem adernar excessivamente e transmite sensação de consistência no conjunto suspensivo. Quanto ao isolamento acústico, a Ford garante que foi reforçado na linha 2020, mas não se mostra perceptível. Os sons externos, principalmente os vindos do motor, continuam a adentrar a cabine sem cerimônias, principalmente quando o motorista pressiona forte o pedal da direta.


*Por Luiz Humberto Monteiro Pereira, da Agência AutoMotrix

Mais nesta Editoria: « Puro-sangue Nas trilhas da vida »
Gazeta SP

Endereço
Rua Tuim – 101 A
Moema - São Paulo - SP - CEP 04514-100.
Fone: (11) 3729-6600

Contatos
Redação - editor@gazetasp.com.br
Comercial - comercial@gazetasp.com.br

Diretor Presidente
Sergio Souza

Editorias
Brasil / Mundo / Estado / Capital / Grande São Paulo / Litoral / Vale do Ribeira / Serviços / Previdência / Variedades / Casa & Decoração / Turismo / Cinema

Colunistas
Pedro Nastri /
Nilson Regalado / Nilto Tatto/ Nilson Regalado/ Marcel Machado

Diretor Executivo
Daniel Villaça Souza

Diretor de Negócios
Paulo Villaça Souza

Diretor Comercial
Roberto Santos

Jornalista Responsável
Nely Rossany

Endereço
Rua Tuim – 101 A
Moema - São Paulo - SP - CEP 04514-100.
Fone: (11) 3729-6600

Contatos
Redação - editor@gazetasp.com.br
Comercial - comercial@gazetasp.com.br

Diretor Presidente
Sergio Souza

Diretor Executivo
Daniel Villaça Souza

Diretor Comercial
Roberto Santos

Diretor de Negócios
Paulo Villaça Souza

Jornalista Responsável
Nely Rossany

Editorias
Brasil / Mundo / Estado / Capital / Grande São Paulo / Litoral / Vale do Ribeira / Serviços / Previdência / Variedades / Casa & Decoração / Turismo / Cinema

Colunistas
Pedro Nastri /
Nilson Regalado / Nilto Tatto/ Nilson Regalado/ Marcel Machado