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Sexta, 26 Abril 2019 22:46

Nova versão faz Jeep Renegade ser o utilitário esportivo mais vendido do País

A função de “vitrine” torna o Jeep Renegade o esportivo mais vendido do Brasil
Em termos estéticos, o Renegade 2019 “made in Brazil” recebeu uma remodelação mais discreta que o europeu Em termos estéticos, o Renegade 2019 “made in Brazil” recebeu uma remodelação mais discreta que o europeu Luiza Kreitlon/Agência AutoMotrix
Da Reportagem
De São Paulo

Em maio do ano passado, quando foi lançada na Europa, a linha 2019 do Renegade trouxe uma renovação no visual e aperfeiçoamentos no sistema multimídia. Mas a grande novidade era a nova família de motores turbo, a gasolina (1.0 de três cilindros com 120 cavalos e 1.3 de quatro cilindros, com 150 cavalos ou 180 cavalos) e a diesel (1.6 de 120 cavalos e 2.0 de 140 cavalos ou 170 cavalos).

No Brasil, o Renegade 2019 surgiu em outubro e se limitou a pequenos ajustes estéticos e inovações no multimídia. Foram mantidos os motores aspirados 1.8 Flex com 139 cavalos e Multijet 2.0 turbodiesel de 170 cavalos que acompanham o Renegade desde seu lançamento nacional, no fim de 2015. Mudanças tão sutis poderiam não ter feito diferença nas vendas. No entanto, fizeram. O Renegade terminou 2018 como o 18º carro mais vendido do Brasil, com 46.355 unidades - média de 3.863 mensais.

Contudo, em dezembro, dois meses depois do “facelift”, já vendeu 5.498 unidades e deixou para trás de uma só vez o Jeep Compass, o Hyundai Creta, o Honda HR-V e o Nissan Kicks, assumindo o posto de utilitário esportivo mais vendido do País e a décima posição no ranking geral de vendas. E não deixou a liderança do segmento desde então. Este ano, vendeu 15.673 unidades no trimestre - média de 5.224 emplacamentos mensais, um salto de 35% acima da média mensal do ano passado. Com essa performance, tornou-se o nono automóvel mais vendido do País em 2019 - porém em março, com as 6.184 unidades comercializadas, já apareceu na sexta posição.

No Renegade, a versão “top” Trailhawk cumpre a importante função de ser a “estrela” das propagandas - e de atrair interessados para toda a linha.

Em termos estéticos, o Renegade 2019 “made in Brazil” recebeu uma remodelação bem mais discreta que o europeu. Passou a ter o mesmo para-choque para as configurações flex e diesel, com melhor ângulo de ataque e um pequeno retoque na grade e nos faróis de neblina. Os faróis de leds substituíram os de xenônio nas versões Trailhawk e Limited - são opcionais na Longitude. Os faróis de neblina também receberam leds.

Por dentro, o destaque é o sistema multimídia com tela de 8,4 polegadas nas versões mais caras, “herdado” do Compass. No Uconnect, é possível parear o smartphone por meio das interfaces Android Auto e Apple CarPlay, para acessar pelo monitor do veículo aplicativos de navegação, como Google Maps e Waze, e de música, como Spotify e Deezer. O novo multimídia permite ainda acessar as funções do arcondicionado remotamente, por toques no monitor ou por comandos de voz. A traseira ganhou uma maçaneta externa, com abertura mais fácil. Nas configurações Trailhawk e na Limited, o Renegade passou a ter sete airbags de série.

A versão Trailhawk é a que mais se aproxima do que se espera de um autêntico Jeep. O motor turbodiesel 2.0 gera 170 cavalos a 3.750 rpm e o robusto torque de 35,7 kgfm está disponível já em 1.750 giros. Trabalha acoplado a um moderno câmbio automático de 9 marchas e dispõe de um sistema de tração com opções 4x2, 4 x4, 4x4 com reduzida e 4x4 com bloqueio do diferencial. Além disso, o Jeep Active Control oferece configurações selecionáveis para neve, areia, lama e pedra, que adaptam a performance do motor e do câmbio, e um modo automático que alterna a tração entre frontal e integral, de acordo com a demanda.

A Tralhawk é mais elevada que as outras versões e tem 21,2 centímetros em relação ao solo. A parte inferior do para-choque dianteiro foi redesenhada para ampliar o ângulo de entrada de 27 graus para 30 graus. O teto solar panorâmico é opcional e acrescenta R$ 8.140 ao preço do modelo.

Talvez a novidade da linha 2019 do Renegade que realmente explique o aumento no volume de vendas seja outra: o preço das versões mais baratas foi reduzido. Provavelmente, a fabricante concluiu que, para quem busca as configurações mais básicas, qualquer diminuição no preço faz diferença e se reflete rapidamente no volume de vendas.

Já as versões mais caras, que normalmente vendem menos, tiveram o preço aumentado - como a Trailhawk, que sai por R$ 139.990. Afinal, dentro da mesma lógica do mercado automotivo nacional, quem tem um orçamento mais folgado muitas vezes não se importa tanto em pagar alguns milhares de reais a mais pelo carro que deseja.

Passeio completo com Jeep Renegade Trailhawk

O Jeep Renegade consegue uma equação interessante ao equilibrar sua boa capacidade off-road com uma dirigibilidade bastante agradável para o uso cotidiano.

O motor Multijet 2.0 turbodiesel de 170 cavalos, desenvolvido para carros de passeio, dá conta do recado e move com facilidade o menor modelo da Jeep, com seus 1.641 quilos.

O torque de 35,7 kgfm viabiliza acelerações e retomadas vigorosas. Nas acelerações, não há “buracos” ou vacilações, o funcionamento é suave e o nível de vibração é reduzido.

O câmbio automático de 9 velocidades é efciente e ajuda a aproveitar os bons recursos do motor. As borboletas no volante para troca de marchas permitem explorar bem a esportividade do modelo.

O ronco habitual dos motores a diesel é discreto, mas se faz presente.

No off-road, a plataforma mostra ter ótima rigidez torcional.

Os sistemas de tração, com reduzida e bloqueio do diferencial, e os modos do Jeep Active Control permitem ao pequeno SUV transpor obstáculos com desembaraço. A suspensão independente nas quatro rodas tem curso amplo e absorve e eficientemente as irregularidades.

As rodas de 17” com pneus de uso misto, na medida 215/60, ajudam a encarar pisos ruins.

A Trailhawk não vem com o estepe de uso temporário e sim com o mesmo conjunto de rodas e pneus externos.

No uso urbano e rodoviário, a percepção é que a carroceria rola pouco, apesar do 1,72 metro de altura do Renegade.

A direção com assistência elétrica é leve nas manobras e precisa conforme aumenta a velocidade.

O carro dá ao motorista a sensação de estar sempre na mão.

Controle de estabilidade, de tração e de reboque e sistema anticapotamento ajudam a manter tudo sob controle.

É um modelo “multiuso”, do tipo que dá para levar a qualquer lugar, sem medo de fazer feio.


*Por Luiz Humberto Monteiro Pereira, da Agência AutoMotrix

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