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Edge ST: elegante

Comercializado no Brasil por R$ 299 mil, o Edge ST ostenta a capacidade da Ford de produzir veículos premium Da Reportagem De São Paulo

Mesmo sem volumes expressivos de vendas no Brasil - em 2018, foram vendidas apenas 233 unidades -, a simples presença do Edge ST no mercado nacional valoriza a marca e ajuda a embalar as vendas das versões hatch e sedã do Ka, do EcoSport e da Ranger, esses sim responsáveis por fazer as concessionárias Ford gerarem negócios.

O Edge ST é o primeiro Ford vendido no Brasil com o sistema Copiloto 360, que inclui assistentes como controle de cruzeiro adaptativo, frenagem automática, sensor de ponto cego com alerta de tráfego cruzado na hora em que o motorista engata a ré, sistema de permanência de faixa, câmera traseira e farol alto automático. O Assistente Autônomo de Frenagem com Detecção de Pedestres identifica a presença de pessoas à frente do veículo e informa o motorista, por meio de leds vermelhos projetados no para-brisa e avisos sonoros. Além disso, os freios são pré-carregados, permitindo uma resposta rápida do motorista, se necessário. Caso a colisão seja iminente, o Assistente Autônomo de Frenagem pode funcionar automaticamente para reduzir as consequências da colisão ou até evitá-la.

Também são de série o Assistente de Partida em Rampas (HLA), oito airbags (dois frontais, dois laterais, dois de cortina e de joelho para motorista e passageiro da frente), câmera dianteira de 180 graus, telas nos encostos dianteiros para o entretenimento de quem vai atrás e sistema de baliza automática. O Sistema de Permanência em Faixa, por meio de uma câmera frontal, identifica as faixas de rolamento da estrada e, caso o carro saia da pista, alerta ao motorista usando sons e vibração na direção. O volante corrige o percurso automaticamente para o veículo se manter na faixa.

Esteticamente, o Edge mantém basicamente o visual apresentado na atual geração, em 2016. Guarda alguma semelhança com o EcoSport, principalmente na frente, mas com uma proposta mais moderna e arrojada - percepção reforçada pelo caimento da coluna traseira, bem inclinada, que valoriza um perfil mais dinâmico, e por detalhes como rodas de 21 polegadas, grade exclusiva ST e escapamento duplo integrado. Por dentro, o estilo é sóbrio e elegante, com um acabamento bem cuidado e materiais de óbvia qualidade. Destacam-se a soleira Ford Performance, o volante de couro com logo ST e os bancos esportivos ST. Não há opcionais porque a única versão é a mais completa produzida. Contudo o preço, que já é de elitizantes R$ 299 mil, ainda pode subir em R$ 1.600 se a cor for a perolizada Branco Sibéria, como no modelo testado.

No Edge ST, tudo parece ter sido pensado nos mínimos detalhes. Já na hora de entrar, a abertura das portas pode ser feita digitando um código no Keypad, em elegantes teclas iluminadas embutidas na parte externa da coluna da porta. Uma vez lá dentro, na hora de carregar o celular, não há necessidade de usar qualquer tipo de cabo: o Edge ST carrega o dispositivo por indução.

O novo Edge ST é equipado com a última geração do Sync 3, o sistema multimídia exclusivo da Ford. Desenvolvido para permitir uma interação intuitiva com o veículo, tem uma tela de alta resolução de 8 polegadas sensível ao toque, no console central, que permite controlar as funções de entretenimento, climatização, telefone, navegador GPS com mapas em português, além de duas telas LCD 4,2" no painel de instrumentos, na qual o motorista pode configurar e visualizar as funções do veículo. O sistema conta ainda com duas entradas USB, conexão Bluetooth, conectividade com Android Auto e Apple CarPlay e AppLink e comandos de voz SIRI, que possibilita ao motorista fazer e atender a chamadas telefônicas, controlar funções de áudio e navegador sem tirar as mãos do volante.

O ar-condicionado digital tem regulagem individual de temperatura para motorista e passageiro da frente. O comando de abertura do porta-malas por sensor de presença permite a alguém com as mãos ocupadas, apenas portando a chave do carro, passar o pé abaixo do para-choque para abrir o porta-malas automaticamente. E basta repetir o gesto para fechar o compartimento.

Mobilidade com privilégios

Para tentar elevar uma marca popular ao valor atribuído às fabricantes premium, a Ford precisou oferecer vantagens competitivas. Aprimorou o estilo e recheou seu Edge com um verdadeiro arsenal tecnológico. E, juntamente com o motor 2.7 V6 biturbo Ecoboost, a tecnologia é a grande atração do Edge ST.

Uma dessas tecnologias é o sistema de estacionamento automático, que auxilia o motorista durante a entrada e a saída de vagas paralelas e no estacionamento perpendicular. Por meio de um botão no console central, o motorista seleciona o tipo de manobra que deseja fazer. O sistema controla o volante durante as manobras para estacionar, enquanto o motorista fica responsável somente pelo engate de marchas e acionamento do acelerador e do freio. Já as tecnologias autônomas de segurança, como o Assistente Autônomo de Frenagem com Detecção de Pedestres e o sistema de permanência em faixa, ninguém espera ter de usar, porém, ajudam a tornar a viagem mais relaxante e mais segura para o motorista. Tecnologias automotivas são algo atraente e divertido para muita gente, entretanto, é a performance dinâmica que faz a adrenalina aparecer e justifica a sigla ST do Edge vendido no Brasil. Pisar fundo no acelerador permite ao motorista sentir a exuberância do motor 2.7 V6 biturbo EcoBoost, que disponibiliza 335 cavalos de potência a 5 mil rpm e 54,5 kgfm a 3 mil giros de torque. Ao acionar o botão S de condução esportiva, a calibração do pedal do acelerador se torna mais agressiva e as trocas de marcha mais imediatas, e o painel de instrumentos passa a mostrar um conta-giros com ponteiro. O sistema de tração inteligente AWD nas quatro rodas analisa o modo de condução do motorista e as condições do terreno, definindo qual tração é enviada para as rodas dianteiras e traseiras. Inspirada nas corridas, a transmissão automática de 8 velocidades tem a primeira marcha mais agressiva, para maior capacidade de aceleração.


*Por Luiz Humberto Monteiro Pereira, da Agência AutoMotrix

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