A+

A-

Alternar Contraste

Sábado, 29 Novembro 2025

Buscar no Site

x

Entre em nosso grupo

2

WhatsApp
Home Seta

Automotor

Honda MN7 lidera nova fase das motos elétricas potentes

Modelo chega com 68 cv, bateria de 9,3 kWh e arquitetura sem chassi tradicional

Edmundo Dantas

29/11/2025 às 20:00

Continua depois da publicidade

Compartilhe:

Facebook Twitter WhatsApp Telegram
Lançada no EICMA 2025, moto traz design aerodinâmico, modos eletrônicos, recarga rápida e potência próxima a modelos de 600 a 1.000 cilindradas

Lançada no EICMA 2025, moto traz design aerodinâmico, modos eletrônicos, recarga rápida e potência próxima a modelos de 600 a 1.000 cilindradas | Divulgação

As motocicletas elétricas de grande porte avançam rapidamente no mercado global, impulsionadas por fabricantes que investem em modelos cada vez mais potentes, com maior autonomia e desempenho. No entanto, os principais desafios continuam sendo o espaço para as baterias, a autonomia e o peso.

Continua depois da publicidade

A nova Honda MN7 marca a entrada das motos elétricas de alta performance em um mercado que cresce mais rápido que o de carros elétricos no mundo | Divulgação
A nova Honda MN7 marca a entrada das motos elétricas de alta performance em um mercado que cresce mais rápido que o de carros elétricos no mundo | Divulgação
Com até 153 km de autonomia e 68 cv, a Honda MN7 estreia uma era de eletrificação mais robusta para as duas rodas | Divulgação
Com até 153 km de autonomia e 68 cv, a Honda MN7 estreia uma era de eletrificação mais robusta para as duas rodas | Divulgação
Enquanto o Brasil registra apenas 8,3 mil motos elétricas emplacadas, gigantes globais já preparam modelos maiores e produção ampliada | Divulgação
Enquanto o Brasil registra apenas 8,3 mil motos elétricas emplacadas, gigantes globais já preparam modelos maiores e produção ampliada | Divulgação
Mesmo ainda pequeno no Brasil, o mercado de motos elétricas avança globalmente com modelos maiores, mais potentes e com recarga rápida | Divulgação
Mesmo ainda pequeno no Brasil, o mercado de motos elétricas avança globalmente com modelos maiores, mais potentes e com recarga rápida | Divulgação
A Honda aposta na MN7 para entregar sensação de pilotagem semelhante à combustão, mas com silêncio, fluidez e zero emissões | Divulgação
A Honda aposta na MN7 para entregar sensação de pilotagem semelhante à combustão, mas com silêncio, fluidez e zero emissões | Divulgação
Europa e Ásia lideram a evolução das motos elétricas, enquanto marcas chinesas e japonesas ampliam a oferta de modelos de grande porte | Divulgação
Europa e Ásia lideram a evolução das motos elétricas, enquanto marcas chinesas e japonesas ampliam a oferta de modelos de grande porte | Divulgação
Com arquitetura sem chassi tradicional, a MN7 usa o próprio conjunto de bateria e motor como estrutura para reduzir peso e centralizar massa | Divulgação
Com arquitetura sem chassi tradicional, a MN7 usa o próprio conjunto de bateria e motor como estrutura para reduzir peso e centralizar massa | Divulgação
O segmento elétrico deve se expandir até 2030, impulsionado por fabricantes como Honda e Yamaha, que investem em potência e autonomia | Divulgação
O segmento elétrico deve se expandir até 2030, impulsionado por fabricantes como Honda e Yamaha, que investem em potência e autonomia | Divulgação
A MN7 traz recarga rápida CCS2, modos eletrônicos de pilotagem e tecnologia de ponta para competir com modelos de 600 a 1.000 cilindradas | Divulgação
A MN7 traz recarga rápida CCS2, modos eletrônicos de pilotagem e tecnologia de ponta para competir com modelos de 600 a 1.000 cilindradas | Divulgação

Por outro lado, a evolução tecnológica tem reduzido essas barreiras, especialmente na Europa e na Ásia. No Brasil, o segmento ainda é incipiente, mas marcas como Honda, Yamaha e fabricantes chinesas começam a trazer modelos com proposta mais robusta.

O mercado de motos elétricas está crescendo mais rápido do que o de carros elétricos. A produção mundial deve se expandir significativamente até 2030, com o lançamento de modelos de maior potência, tendência impulsionada por gigantes como Honda e Yamaha.

Já no Brasil, o setor ainda é pequeno, com apenas 8.384 unidades emplacadas até 2024, frente às 1,8 milhão movidas a combustão. Marcas chinesas como a Yadea e a Shineray, além das tradicionais japonesas, começam a introduzir modelos maiores, incluindo possibilidades de produção nacional no horizonte.

Continua depois da publicidade

A Honda apresentou no EICMA 2025, em Milão, a MN7, primeira motocicleta elétrica de maior desempenho da marca.

Desenvolvida sob o conceito “Be the Wind” (“seja o vento”, em tradução livre), o modelo busca entregar sensação de liberdade, fluidez e prazer de pilotagem semelhantes ao de uma moto a combustão, porém, com suavidade e baixo ruído.

O design privilegia superfícies contínuas nas áreas de contato com o piloto, contribuindo, assim, para um visual funcional e aerodinâmico.

Continua depois da publicidade

A MN7 inaugura uma nova linguagem visual na linha elétrica da Honda, com filete de luz horizontal na dianteira e componentes dourados sobre a carenagem preta, elementos que devem aparecer em futuros modelos zero emissão.

O design da MN7 combina superfícies lisas mais próximas ao piloto e silhueta compacta e agressiva. A moto adota estrutura que elimina o quadro (chassi) tradicional, com o conjunto de bateria e motor passando a atuar como parte estrutural, reduzindo peso e centralizando massa.

O modelo traz motor elétrico integrado ao inversor, arrefecido a líquido, com potência de 50 kW (68 cavalos) e torque de 10,2 kgfm, números próximos aos de motos de 600 a mil cilindradas. A transmissão combina caixa de marchas inédita e correia dentada, garantindo um funcionamento mais silencioso.

Continua depois da publicidade

Segundo a Honda, a MN7 atinge 129 km/h e tem autonomia entre 140 e 153 quilômetros, dependendo da configuração. A bateria fixa de 9,3 kWh pode ser recarregada tanto em tomadas Type 2 quanto em estações rápidas CCS2, mesmo padrão usado em carros elétricos.

Com carregador rápido, é possível recuperar de 20% a 80% da bateria em cerca de 30 minutos. Já na recarga tradicional, o tempo total é de menos de duas horas e cinquenta minutos.

A MN7 conta com quatro modos de pilotagem (“Standard”, “Sport”, “Rain” e “Eco”), que ajustam resposta do motor e tração, além de freio regenerativo com três níveis de intensidade e acionamento no punho esquerdo.

Continua depois da publicidade

Há também o “Walking Spped Mode”, que movimenta a moto para frente ou para trás em baixa velocidade, facilitando manobras e estacionamentos. A suspensão é composta por garfo invertido Showa de 43 milímetros e monoamortecedor traseiro, e o sistema de freios usa pinças Nissin e ABS de curva via IMU.

O painel tem tela de TFT colorida de 5 polegadas, que exibe os modos de pilotagem e os ajustes eletrônicos. A MN7 será produzida na fábrica de Kumamoto, no Japão, e terá lançamento inicialmente na Europa.

A Honda deve ampliar a oferta elétrica de duas rodas conforme a evolução da eletrificação em cada mercado global.
 

Continua depois da publicidade

Continua depois da publicidade

Conteúdos Recomendados