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Lançada no EICMA 2025, moto traz design aerodinâmico, modos eletrônicos, recarga rápida e potência próxima a modelos de 600 a 1.000 cilindradas | Divulgação
As motocicletas elétricas de grande porte avançam rapidamente no mercado global, impulsionadas por fabricantes que investem em modelos cada vez mais potentes, com maior autonomia e desempenho. No entanto, os principais desafios continuam sendo o espaço para as baterias, a autonomia e o peso.
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Por outro lado, a evolução tecnológica tem reduzido essas barreiras, especialmente na Europa e na Ásia. No Brasil, o segmento ainda é incipiente, mas marcas como Honda, Yamaha e fabricantes chinesas começam a trazer modelos com proposta mais robusta.
O mercado de motos elétricas está crescendo mais rápido do que o de carros elétricos. A produção mundial deve se expandir significativamente até 2030, com o lançamento de modelos de maior potência, tendência impulsionada por gigantes como Honda e Yamaha.
Já no Brasil, o setor ainda é pequeno, com apenas 8.384 unidades emplacadas até 2024, frente às 1,8 milhão movidas a combustão. Marcas chinesas como a Yadea e a Shineray, além das tradicionais japonesas, começam a introduzir modelos maiores, incluindo possibilidades de produção nacional no horizonte.
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A Honda apresentou no EICMA 2025, em Milão, a MN7, primeira motocicleta elétrica de maior desempenho da marca.
Desenvolvida sob o conceito “Be the Wind” (“seja o vento”, em tradução livre), o modelo busca entregar sensação de liberdade, fluidez e prazer de pilotagem semelhantes ao de uma moto a combustão, porém, com suavidade e baixo ruído.
O design privilegia superfícies contínuas nas áreas de contato com o piloto, contribuindo, assim, para um visual funcional e aerodinâmico.
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A MN7 inaugura uma nova linguagem visual na linha elétrica da Honda, com filete de luz horizontal na dianteira e componentes dourados sobre a carenagem preta, elementos que devem aparecer em futuros modelos zero emissão.
O design da MN7 combina superfícies lisas mais próximas ao piloto e silhueta compacta e agressiva. A moto adota estrutura que elimina o quadro (chassi) tradicional, com o conjunto de bateria e motor passando a atuar como parte estrutural, reduzindo peso e centralizando massa.
O modelo traz motor elétrico integrado ao inversor, arrefecido a líquido, com potência de 50 kW (68 cavalos) e torque de 10,2 kgfm, números próximos aos de motos de 600 a mil cilindradas. A transmissão combina caixa de marchas inédita e correia dentada, garantindo um funcionamento mais silencioso.
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Segundo a Honda, a MN7 atinge 129 km/h e tem autonomia entre 140 e 153 quilômetros, dependendo da configuração. A bateria fixa de 9,3 kWh pode ser recarregada tanto em tomadas Type 2 quanto em estações rápidas CCS2, mesmo padrão usado em carros elétricos.
Com carregador rápido, é possível recuperar de 20% a 80% da bateria em cerca de 30 minutos. Já na recarga tradicional, o tempo total é de menos de duas horas e cinquenta minutos.
A MN7 conta com quatro modos de pilotagem (“Standard”, “Sport”, “Rain” e “Eco”), que ajustam resposta do motor e tração, além de freio regenerativo com três níveis de intensidade e acionamento no punho esquerdo.
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Há também o “Walking Spped Mode”, que movimenta a moto para frente ou para trás em baixa velocidade, facilitando manobras e estacionamentos. A suspensão é composta por garfo invertido Showa de 43 milímetros e monoamortecedor traseiro, e o sistema de freios usa pinças Nissin e ABS de curva via IMU.
O painel tem tela de TFT colorida de 5 polegadas, que exibe os modos de pilotagem e os ajustes eletrônicos. A MN7 será produzida na fábrica de Kumamoto, no Japão, e terá lançamento inicialmente na Europa.
A Honda deve ampliar a oferta elétrica de duas rodas conforme a evolução da eletrificação em cada mercado global.
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