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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (d), e o primeiro-ministro israelense, Benyamin Netanyahu, durante encontro
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (d), e o primeiro-ministro israelense, Benyamin Netanyahu, durante encontro
Foto: ALEX BRANDON/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Trump anuncia plano de paz Israel-Palestina

Trump anunciou que seu plano prevê a criação de dois Estados e que divulgará um mapa com as fronteiras propostas

O presidente americano, Donald Trump, se juntou nesta terça-feira (28) a uma longa lista de líderes mundiais que buscaram termos para a paz entre palestinos e israelenses - alguns com mais sucesso que outros.

"Eu não fui eleito para fazer coisas pequenas ou para fugir de problemas grandes", disse Trump, após observar que "todos os presidentes desde Lyndon Johnson [1963 - 1973]" tentaram apresentar soluções para o conflito.

"Hoje, Israel está tomando um grande passo em direção à paz", disse o republicano, que foi muito aplaudido ao lado do premiê israelense, Binyamin Netanyahu.

Durante sua fala, Trump anunciou que seu plano prevê a criação de dois Estados e que divulgará um mapa com as fronteiras propostas - algo nunca antes autorizado por Israel.

O anúncio desta terça ocorre praticamente à revelia das autoridades palestinas, que cessaram qualquer diálogo com seu governo desde que Washington reconheceu Jerusalém como a capital de Israel, no fim de 2017.

O status da cidade, reivindicada pelos dois lados como capital, é uma das questões que tornou um acordo de paz na região tão complexo quanto desejado por presidentes americanos, que tentaram ao longo das últimas décadas conquistar o mérito de ter solucionado as tensões no Oriente Médio.

O plano de Trump prevê que Jerusalém se manterá como a "capital não dividida de Israel". "Mas eu já fiz isso para você, não é?", brincou Trump, se referindo à transferência da embaixada americana de Tel Aviv para a cidade.

O presidente anunciou ainda que abrirá uma segunda embaixada na cidade, que representaria os Estados Unidos junto aos palestinos, em Jerusalém Oriental, uma porção da cidade reivindicada por eles para ser sua capital.

Não está claro, portanto, como funcionaria o status proposto por Trump para a cidade. "Minha visão é uma oportunidade de ganha-ganha para os dois lados", disse o americano.

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