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Este ano, devido à pandemia do novo coronavírus, as eleições ocorrem em 15 de novembro
Este ano, devido à pandemia do novo coronavírus, as eleições ocorrem em 15 de novembro
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Eleições 2020: número de candidatos inscritos bate recorde

Até esta sexta-feira (2), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contabilizava o pedido de registro de mais de 550 mil candidaturas

O número de candidatos inscritos na Justiça Eleitoral neste ano bateu recorde. Até esta sexta-feira (2), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contabilizava o pedido de registro de mais de 550 mil candidaturas. O número representa um aumento de cerca de 11%, em relação a última eleição municipal, em 2016, que foram 496 mil inscritos.

A diferença pode ser ainda maior, já que os dados ainda podem ser atualizados. As solicitações dos candidatos terminaram nesta quinta-feira (1º) e com isso, o TSE ainda levará alguns dias para registrar todas as candidaturas. Este ano, devido à pandemia do novo coronavírus, as eleições ocorrem em 15 de novembro.

Na avaliação de Maria do Socorro Sousa Braga, cientista política da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), este recorde de candidaturas se deve ao fim das coligações, a vontade da população de renovar o cenário político, entre outros fatores.  “Essa vontade de renovação da política partidária brasileira está estimulando muita gente a concorrer. O uso das redes sociais também acaba estimulando essa participação porque vai baratear as campanhas, além do fim das coligações proporcionais (vereador, deputado estadual e deputado federal)”, analisa Maria do Socorro.

A cientista política ainda salienta que esse número elevado de candidatos mostra apoio à democracia. ”As pessoas, a sociedade, estão sim preocupadas, e querem participar da vida política partidária. Isso significa que as pessoas querem democracia”, comenta.

Fim das coligações

Essa será a primeira eleição que passa a valer o fim das coligações proporcionais. A medida foi aprovada na reforma política em 2017.

Antes, os partidos faziam alianças para lançar candidatos para disputar cargos de deputados, vereadores, e este ano isso não será possível. As coligações ainda são permitidas nas eleições majoritárias, no caso deste ano, para prefeito.

Esta alteração ocorreu para tentar evitar os puxadores de votos e, segundo Maria do Socorro, além contribuir para o aumento de candidatos pode reduzir o número de partidos efetivos no Brasil, já que os chamados ‘nanicos’ podem se fundir.

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