últimas notícias
Guedes disse que o Estado não está conseguindo atender demandas em segurança, saúde e saneamento
Guedes disse que o Estado não está conseguindo atender demandas em segurança, saúde e saneamento
Foto: Alan Santos/PR

Guedes está 'bastante frustrado' por ainda não ter feito privatizações

Afirmação foi feita durante um evento nesta terça-feira; Guedes disse que é necessário remodelar o país

Nesta terça-feira, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que está "bastante frustrado" por ainda não ter feito privatizações. A afirmação foi feita durante a abertura do evento “Boas práticas e desafios para a implementação da política de desestatização do Governo Federal”, na Controladoria-Geral da União (CGU), em Brasília.

“Estou bastante frustrado com o fato de a gente estar aqui há dois anos e não ter conseguido vender uma estatal. Até por isso um dos nossos secretários foi embora. Entrou outro com muita determinação e mais juventude. Quem sabe ele aguenta o tranco e vai conseguir entregar mais. Isso é lamentável”, destacou, fazendo referência a Salim Mattar, que deixou a Secretaria Especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercado em agosto.

De acordo com o ministro, a estrutura atual do Estado foi moldada no regime militar e agora é necessário remodelar o Brasil para uma “ordem democrática, com ação descentralizada”.

“A estrutura do estado foi montada durante um regime politicamente fechado, o regime militar, que desenhou um plano de aprofundamento da infraestrutura. Foi um legado que o regime militar deixou”, afirmou.

Saneamento

Guedes disse que o Estado não está conseguindo atender as demandas da sociedade em relação a segurança pública, saúde e saneamento. “As empresas estatais, ao longo do tempo, alguns avançaram e outras se perderam. Temos o caso típico de água e saneamento, que agora nós fizemos o marco regulatório, que é um avanço, vai trazer muito recursos para a área”, disse.

“Enquanto isso, as tarifas de água e esgoto subiram, o salário do funcionalismo nessas empresas subiu também. A única coisa que caiu foram os investimentos em água e esgoto”, alegou.

Contudo, ele ressaltou que a mudança na estrutura é irreversível. “Uma sociedade aberta não quer um Estado com a estrutura atual. O Estado está aparelhado, não está eficiente, não consegue fazer as metas universais de fraternidade pela ineficiência e politização dessas ferramentas”, disse.

Prioridades

Ainda nesta terça-feira, o ministro Paulo Guedes participou do evento virtual Emerging & Frontier Forum 2020, promovido pela agência Bloomberg. De acordo com o ministro, a prioridade para 2021 é realizar quatro grandes privatizações: Correios, Eletrobras, Porto de Santos e Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás Natural (PPSA, empresa estatal do pré-sal).

Sobre os programas instaurados na pandemia, Guedes afirmou que são “insustentáveis” se mantidos por muito tempo. “Estamos determinados a voltar para nossos programas de ajuste fiscal”.

“Não usaremos a pandemia como desculpa para fazer um movimento político financeiramente irresponsável”, completou.

Comentários

Tops da Gazeta