últimas notícias
Maior parte do Brasil está na fase mais flexível da quarentena; na foto, movimentação no Pq. Ibirapuera, na zona sul de São Paulo
Maior parte do Brasil está na fase mais flexível da quarentena; na foto, movimentação no Pq. Ibirapuera, na zona sul de São Paulo
Foto: Jorge Araujo/Fotos Públicas

Apenas 12% dos brasileiros ficaram em isolamento em outubro, diz IBGE

De acordo com pesquisa Pnad Covid, criada pelo IBGE, em outubro apenas 12 a cada 100 pessoas ficaram rigorosamente isoladas

Em meio a alta no número de casos de Covid-19, os brasileiros estão cada vez mais flexibilizando as medidas de distanciamento social, que evitam a disseminação do vírus. De acordo com pesquisa Pnad Covid, criada pelo IBGE para calcular os impactos da pandemia, em outubro apenas 12 a cada 100 pessoas ficaram rigorosamente isoladas. A pesquisa foi divulgada nesta terça-feira (1º).

Em julho, o número de pessoas em isolamento era de 23,3%. No décimo mês de 2020, o percentual bateu 12,4%. Caiu também a proporção de pessoas que só saiam em caso de necessidade básica, chegando agora a 38,2%.

Ao mesmo tempo, aumentaram os indicativos mais flexíveis de comportamento durante a pandemia.

Por exemplo, os brasileiros que reduziram o contato, mas continuam saindo de casa chegaram a 44,3%, um aumento de 4,5 pontos percentuais desde setembro. E as pessoas que não fizeram nenhuma restrição somaram 4,6%, um aumento considerável desde o mês anterior, que tinha 3%.

Em números absolutos, 36,3 milhões de pessoas ficaram rigorosamente em casa em outubro, enquanto 9,7 milhões não fizeram restrição alguma.

Os que saíram em caso de necessidade somaram 80,7 milhões, contra 93,8 milhões de outros que reduziram contato, mas continuaram saindo de casa ou recebendo visitas.

Aumento de resultados positivos

Dados de saúde calculados pelo IBGE também apontaram que 5,7 milhões de brasileiros tiveram resultado positivo no teste para Covid-19, um aumento de 900 mil na comparação com setembro. Desde julho, quando o indicador passou a ser calculado, a alta foi de 3 milhões de pessoas.

De acordo com a coordenadora da pesquisa, Maria Lúcia Vieira, a maioria dos testes foi feita por pessoas que ganhavam mais de quatro salários mínimos (24,6%) e que tinham nível superior completo (25,0%).

Além disso, os jovens de 20 a 29 anos (14,2%) foram mais testados que os idosos (10,9%), pertencentes ao grupo de risco da doença. Entre as pessoas de 30 a 59 anos de idade (16,5%) ficou o maior percentual de testes realizados para Covid-19.

"Frente a setembro, mais 3,7 milhões de pessoas fizeram algum teste e 897 mil testaram positivo", disse Maria Lucia Vieira.

Por outro lado, a pesquisa indicou queda no contingente de pessoas que relataram ter algum sintoma de síndromes gripais, como tosse, febre e dificuldade para respirar. Foram 7,8 milhões em outubro, ou 3,7% da população brasileira. Em maio, quando a Pnad Covid teve início, 24 milhões (11,4%) de brasileiros apresentavam algum dos sintomas.

Na análise regional, o Distrito Federal (23,9%) teve o maior percentual de pessoas que realizaram testes em outubro. Depois veio Piauí (19,1%) e Goiás (18,9%). Já Pernambuco (7,9%), Acre (7,9%) e Minas Gerais (9,3%) apresentaram os menores índices.

Nesta segunda (30), o Brasil chegou a 173.165 mortes pela Covid-19. Também foram registrados 22.622 novos casos, o que elevou o total para 6.336.278.

Comentários

Tops da Gazeta