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Dívida bruta do setor público atinge 70% do PIB há um mês das eleições

Quando incorporados os juros da dívida, o chamado resultado nominal, o rombo sobe para R$ 25,7 bilhões. Nos primeiros sete meses do ano, as contas acumularam déficit primário de R$ 17,8 bilhões, o equivalente a 0,45% do PIB. Por Marcelo Tomaz

Dados divulgados na última sexta-feira pelo Banco Central apontam que o déficit primário do setor público consolidado – formado por União, Estados e Municípios – foi de R$ 3,4 bilhões em julho. O resultado, que contabiliza a diferença entre as receitas e despesas desses entes sem considerar o pagamento dos juros da dívida pública, é o melhor para o mês em cinco anos.

Quando incorporados os juros da dívida, o chamado resultado nominal, o rombo sobe para R$ 25,7 bilhões. Nos primeiros sete meses do ano, as contas acumularam déficit primário de R$ 17,8 bilhões, o equivalente a 0,45% do PIB.

Já a dívida bruta do setor público – que, ao contrário da líquida, não considera os ativos brasileiros – cresceu em julho e chegou a 77% do PIB. Esse é o número utilizado para comparação internacional.

Esses resultados são acompanhados de perto pelas agências de classificação de risco para definir a nota de crédito dos países, principal indicador que investidores levam em consideração ao alocar capital.

De acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), a dívida bruta de países emergentes, ou seja, no “mesmo estágio de desenvolvimento” do Brasil, é de cerca de 50% do PIB. É nesse cenário que, daqui há pouco mais de um mês, um candidato será escolhido pela população para comandar a oitava maior economia do mundo.

Quem assume?

De acordo com um levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, realizado entre 25 a 30 de agosto com 2 mil pessoas em 85 municípios do Estado de São Paulo, o favorito para a missão é Jair Bolsonaro (PSL).

O militar tem 23% das intenções de voto, contra 17% do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB). Atrás deles aparece Marina Silva (Rede), com 11%, e Fernando Haddad (PT) e Ciro Gomes (PDT), com 7%, no cenário sem o ex-presidente Lula.

Os votos brancos e nulos somam 17%. Os que disseram não saber em quem votar ou não responderam somam 6%.
No cenário em que Lula é o candidato do PT, ele aparece empatado com Bolsonaro na liderança, com 21% das intenções de voto dos paulistas. Nesse caso, o Alckmin fica com 14%, Marina com 7% e Ciro com 5%.

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