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Troca de acusações marca disputa presidencial

A eleição presidencial deste ano foi a primeira desde a redemocratização que não teve debate no segundo turno. Candidatos disputam cargo pela primeira vez Por Aline Fonseca De São Paulo

A eleição presidencial deste ano foi a primeira desde a redemocratização (1985) que não teve debate no segundo turno. Além da falta de confronto na televisão entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), a disputa entre o petista e o capitão reformado, foi marcada por troca de acusações e fake news durante toda a campanha. No próximo domingo, 28, os brasileiros terão que decidir entre os dois, que disputam o cargo para presidente pela primeira vez, mesmo sem ter visto os candidatos debaterem as suas propostas.

Até hoje, a falta debates só havia acontecido no primeiro turno. Foi o caso de Fernando Collor, em 1989, Fernando Henrique, em 1998, e Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006, todos os candidatos que lideravam as pesquisas, assim como Bolsonaro. Segundo o último levantamento do Datafolha, divulgado no dia 25, Bolsonaro aparece com 56% dos votos válidos, já Haddad está com 44%.

Desde o início da campanha, Bolsonaro afirmou que não iria participar de todos os debates. Após tomar uma facada durante um comício em Juiz de Fora (MG), o candidato foi internado e ficou impossibilitado de fazer qualquer atividade de campanha. Porém, mesmo após ter alta, o pesselista continuou negando convites da imprensa. Por sua vez, Haddad usou desta atitude para acusar Bolsonaro de fugir do embate de ideias e de não querer e não ter propostas para o País.

O petista também foi alvo de acusações do adversário. Haddad foi chamado de ‘poste’, marionete de Lula e que seu partido estaria envolvido em vários escândalos de corrupção. Bolsonaro, inclusive, conseguiu alavancar sua candidatura em cima do antipetismo.

Na reta final da campanha, o jornal “Folha de S. Paulo” publicou uma reportagem que mostra que uma empresa teria pagado R$ 12 milhões para disparar pelo WhatsApp notícias falsas contra o petista. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) está investigando o caso.

Haddad também foi acusado propagar fake news quando usou a frase do cantor Geraldo Azevedo, que disse que teria sido torturado pelo vice de Bolsonaro, General Mourão, na época da ditadura militar. Após a declaração, o cantor se desculpou e Mourão disse que irá processá-lo.

Fernando Haddad (PT)
Vice: Manuela D’Ávila (PC do B)

Trajetória

Nascido em São Paulo, Fernando Haddad é figura proeminente dentro dos quadros do PT. Advogado, formado pela Faculdade do Largo São Francisco, da USP, com especialização em Direito Civil, mestre em Economia e doutor em Filosofia, se filiou ao partido em 1983. Em 2001, foi nomeado subsecretário de Finanças e Desenvolvimento Econômico da capital paulista.

Ficou no cargo até 2003 quando foi convocado pelo ministro de Planejamento e Finanças, Guido Mantega, para ser assessor especial da pasta. O trabalho junto ao ministério da Educação no governo federal começou em 2004. Candidato à reeleição pela Prefeitura de São Paulo em 2016, foi derrotado.


Jair Bolsonaro (PSL)
Vice: General Mourão (PSL)

Trajetória

Jair Bolsonaro nasceu em Campinas, no interior de São Paulo, em 1955. O capitão da reserva e deputado federal desde 1991 ganhou notoriedade nacional por seus ideais conservadores, proeminentes em temas como a segurança pública e a oposição a grupos políticos de esquerda.

Nas últimas eleições, em 2014, foi o deputado federal mais votado do estado do Rio de Janeiro, com mais de 464 mil votos.

É pai de um vereador da cidade do Rio (Carlos), de um deputado estadual fluminense (Flávio) e de um deputado federal por São Paulo (Eduardo).

Em sua carreira política, já fez parte de oito partidos: PDC, PPR, PPB, PTB, PFL, PP, PSC e PSL.

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