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Bolsonaro é o novo presidente do Brasil

Candidato do PSL superou Fernando Haddad (PT) e conseguiu a preferência de 55,13% do povo brasileiro. No primeiro discurso, exaltou a democracia e o respeito à Constituição Da Reportagem De São Paulo

Jair Messias Bolsonaro, 63 anos, é o 42º presidente do Brasil. O candidato do PSL superou Fernando Haddad (PT) e conquistou a preferência de 55,13% dos eleitores brasileiros, contando os votos válidos. Haddad ficou com 44,87%.

O próximo presidente subiu nas pesquisas com ideais conservadores e ataques ao PT, partido que governou o País de 2003, com Luiz Inácio Lula da Silva, a 2016, quando Dilma Rousseff sofreu um processo de impeachment pelas chamadas “pedaladas fiscais”.

Logo após a declaração da vitória, pouco depois das 19h (horário de Brasília), houve celebração por todo o Brasil, com fogos de artifício, apitaço e buzina de carros. Milhares de pessoas se concentraram em frente da sua casa, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

Em sua primeira entrevista como presidente eleito, Bolsonaro leu um discurso em que começou agradecendo a Deus e aos funcionários da Santa Casa de Juiz de Fora (MG) e do Hospital Albert Einstein, de São Paulo. Mais tarde disse que possui agora “duas certidões de nascimento”, em referência ao ataque a faca que sofreu em 6 de setembro deste ano.

“Faço de vocês a minha testemunha que esse governo será um defensor da democracia”, garantiu. O presidente eleito falou por diversas vezes a palavra “democracia” durante o discurso, uma forma de rebater a acusação de adversários de ter tendências antidemocráticas.

Nesta linha, Bolsonaro também disse que o Brasil é um país “de cores e orientações”, um indicativo sobre a diversidade do País. Ele sofreu diversas acusações durante sua carreira parlamentar de ser racista e homofóbico.

Bolsonaro também afirmou que vai diminuir a influência do governo federal ao dizer que os recursos federais irão diretamente aos estados e municípios, em vez de passar pelo crivo de Brasília.

Em relação à política internacional, o novo presidente disse que o Itamaraty não terá mais “relações ideológicas” com outros países e “deixará de estar apartado das nações mais desenvolvidas”.

Bolsonaro também garantiu aos mais jovens de que será superada a incerteza e a estagnação econômica que o País atravessa. “Vamos governar com os olhos nas futuras gerações, e não nas próximas eleições”.

*Por Bruno Hoffmann

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