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Indicado para Ministério da Educação defende valores tradicionais

Em carta divulgada nesta sexta (23), Ricardo Vélez Rodríguez defende “valores tradicionais” na educação brasileira com destaque para os municípios na educação, visando projeção internacional Por Agência Brasil

Em carta aberta divulgada hoje (23), o filósofo Ricardo Vélez Rodríguez, confirmado para o Ministério da Educação, defende “valores tradicionais” na educação brasileira com destaque para os municípios na educação, visando a projeção internacional. Também afirmou que vai trabalhar para valorizar os professores Ensino Fundamental e Médio.

De acordo com o futuro ministro, esses pilares sustentam os desejos da sociedade brasileira. “Pretendo colocar a gestão da Educação e a elaboração de normas no contexto da preservação de valores caros à sociedade brasileira, que, na sua essência, é conservadora e avessa a experiências que pretendem passar por cima de valores tradicionais ligados à preservação da família e da moral humanista.”

Segundo Rodríguez, desde o governo de Getúlio Vargas, a educação é formatada “de cima para baixo”, ou seja, do governo federal para o municipal, o que “segundo plano a perspectiva individual e as diferenças regionais”.

“Assistimos a uma desvalorização da figura dos professores, notadamente no Ensino Fundamental e Médio. Ora, essa situação negativa deve ser revertida mediante uma política educacional que olhe para as pessoas. O sistema educacional deve olhar mais para as pessoas ali onde elas residem: nos municípios”, diz.

O futuro ministro defende ainda que é preciso “recolocar a nossa Educação Básica, Superior, Profissional e Tecnológica em patamares que nos posicionem em destaque no contexto internacional”, sem dar mais detalhes sobre o assunto. Ele conclui a carta com o slogan de campanha do presidente eleito, Jair Bolsonaro. “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos.”

O nome do colombiano Ricardo Vélez Rodríguez foi anunciado ontem (22) à noite por Bolsonaro como futuro ministro.

Cenário atual

Atualmente, o governo municipal é responsável sobretudo pela oferta de educação infantil e dos primeiros anos do ensino fundamental, ou seja, até o 5º ano. A educação do 6º ao 9º ano é compartilhada com os estados que, por sua vez, assumem a maior parte do ensino médio.

O financiamento é um dos maiores entraves para o maior protagonismo dos entes federados. Um dos principais mecanismos de financiamento da educação básica é o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), cuja manutenção está em discussão no Congresso Nacional. Um dos pleitos é que a União, ente que mais arrecada impostos, aumente a porcentagem de transferência de recursos para estados e municípios.

Em discussão no Congresso Nacional, cujo debate foi interrompido várias vezes, o projeto Escola sem Partido, conta com apoio de correligionários do governo eleito. A proposta estabelece em ambientes educacionais o “respeito às crenças religiosas e às convicções morais, filosóficas e políticas” de pais e alunos, ao colocar como precedência os valores de ordem familiar sobre a educação escolar nos aspectos relacionados à educação moral, sexual e religiosa.

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