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Bolsonaro abre chefias do Itamaraty a não diplomatas

A modificação se dará na gestão de Ernesto Araújo à frente do Itamaraty e consta na MP assinada nesta terça-feira (1º) por Jair Bolsonaro logo após a posse Por Folhapress

Uma mudança na organização interna do Ministério de Relações Exteriores vai permitir que profissionais de fora da carreira diplomática assumam cargos de chefia.

A modificação se dará na gestão de Ernesto Araújo à frente do Itamaraty e consta na Medida Provisória assinada nesta terça-feira (1º) pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) logo após a posse e publicada em Diário Oficial da União.

Trata-se de uma mudança importante na organização interna do ministério implementada pelo chanceler.

Bolsonaro assinou nesta terça a MP que reestrutura a composição do governo ao estabelecer a existência de 22 ministérios.

O texto diz que o Serviço Exterior Brasileiro é formado por servidores, ocupantes de cargos de provimento efetivo, capacitados profissionalmente como agentes do Ministério das Relações Exteriores, no país e no exterior, organizados em carreiras definidas e hierarquizadas.

Pela redação dada pelo novo governo, ficam excluídas dessa característica "as nomeações para cargos em comissão e funções de chefia, incluídas as atribuições correspondentes, nos termos do disposto em ato do Poder Executivo".

Araújo é diplomata de carreira do Itamaraty e assume a chancelaria prometendo acabar com o que considera ideologia de esquerda na pasta.

Recentemente ele disse que criaria um departamento de Agricultura no MRE afirmando que em governos do PT o Itamaraty foi a "casa do MST" e que agora estará à disposição do produtor.

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