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Depoimentos de PMs comprovam ocultação de cadáver do jogador Daniel

Nos depoimentos, os policiais falaram que um rapaz achou o corpo ao passar pela via e avistou marcas de sangue Por Folhapress De São Paulo

Os depoimentos dos dois policiais militares que atenderam à chamada da localização do corpo de Daniel em plantação de pinus em 27 de outubro deram detalhes de como era o local onde a vítima foi deixada após ser morta. Para a acusação, as falas dos policiais A.F. da S. e L.C. da F. "comprovam que houve ocultação de cadáver".

"Os depoimentos dos dois policiais reforçam que houve ocultação de cadáver. O primeiro policial disse que o corpo foi jogado em um desnível da rua e o segundo foi mais contundente. Disse que o corpo estava em meio a arbustos. Isso reforça a ocultação", disse Nilton Ribeiro, assistente de acusação e advogado da família de Daniel.

Cláudio Dalledone Junior, advogado de E.B.J., não quis se manifestar após deixar a sala de audiência no fórum de São José dos Pinhais para almoço. E.B.J. confessou ter matado Daniel.

O advogado de defesa de Y.K. e D.V., Rodrigo Faucz discorda da acusação. "O depoimento deles foi importante. Os policiais disseram que o corpo não estava ocultado, que estava em situação visível". D.V. e Y.K. são réus por homicídio. Os dois acompanharam E.B.J. e E.H. da S. no Veloster preto que levou Daniel para a morte.

Nos depoimentos dos policiais, A.F. da S. e L.C. da F. falaram que um rapaz achou o corpo ao passar pela via e avistou marcas de sangue.

A.F. da S. relatou que o corpo estava abandonado e que os policiais trabalharam para preservar o local do crime assim que constataram o óbito. "O terreno tinha árvores, mas era descampado", explicou.

Segundo os dois PMs, o lugar era descampado e não parecia um esconderijo, mas não era possível visualizar o corpo de longe.

"O local onde o corpo estava tinha arbustos e da estrada não era possível ver o corpo. Para visualizar tinha que se aproximar", explicou L.C. da F..

Também falaram nesta segunda (1º) C.A.P. de Q., dono da moto de E.B.; o tenente P.M. e D.S., dono do comércio onde E.B.J. foi comprar mais bebida alcoólica antes do crime. Ele afirmou que "E.B. aparentava nervosismo".

RELEMBRE O CASO

Daniel Correa foi morto no início da manhã de 27 de outubro do ano passado após participar da festa de aniversário de 18 anos de A.B. em uma boate de Curitiba. Depois da comemoração, alguns convidados seguiram para a casa da garota, incluindo Daniel.

Na casa de A.B., o pai da menina, E.B.J., iniciou uma sessão de espancamento contra Daniel após ter visto o jogador em seu quarto, onde sua mulher C.B. dormia. O atleta apanhou de vários homens até ser levado de carro por E.B.J., D.V., E.H. da S. e Y.K. até uma estrada.

No local, Daniel foi degolado e emasculado. O corpo do jogador foi achado naquele final de semana.

Seis pessoas estão presas pela morte de Daniel: a família Brittes (E.B.J., C.B. e A.B.), D.V., Y.K. e E.H. da S.. Eles são acusados de diferentes crimes cometidos durante e depois do assassinato. A sétima ré, E.P., responde em liberade por falso testemunho.

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