últimas notícias

Rede mundial de fast-food ironiza Bolsonaro e convoca 'excluídos' para comercial

Em ação de marketing o Burger King ironizou o veto de Jair Bolsonaro à propagando do Banco do Brasil. Presidente respondeu. Da Reportagem

*Com informações da Folhapress

A rede mundial de fast-food Burger King (BK) lançou recentemente uma ação de marketing que está gerando polêmica entre os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PSL). A empresa colocou em suas redes sociais uma chamada para o seu próximo comercial, convocando os 'excluídos' para participarem da propaganda. A iniciativa ironiza o veto ao comercial do Banco do Brasil. 

“Procura-se elenco para comercial. O Burger King está recrutando pessoas para seu novo comercial. Para participar, basta se encaixar nos seguintes requisitos: ter participado de um comercial de banco que tenha sido vetado e censurado nas últimas semanas. Pode ser homem, mulher, negro, branco, gay, hétero, trans, jovem, idoso. No Burger King, todo mundo é bem-vindo. Sempre”.

A repercussão tem sido positiva por parte de algumas pessoas. Mas os apoiadores do presidente não gostaram nem um pouco desta ação de marketing e estão levantando a hashtag #QuemLacraNãoLucra nas redes sociais, sugerindo um boicote ao BK.

RESPOSTA

No Twitter, Bolsonaro respondeu ao restaurante de forma indireta.

Segue, na íntegra, o que disse Jair Bolsonaro:

"Qualquer empresa privada tem liberdade para promover valores e ideologias que bem entendem. O público decide o que faz. O que não pode ser permitido é o uso do dinheiro dos trabalhadores para isso. Não é censura, é respeito com a população brasileira".

A propaganda do Banco do Brasil estava no ar desde início de abril e foi suspensa no último dia 14 depois que o presidente assistiu o filme. No comercial, os atores são quase todos jovens, há mulheres e homens negros, alguns tatuados e de cabelo colorido. Eles tiram selfie e dançam sob narração de uma mulher com sotaque nordestino.

Depois do episódio, o governo decidiu que empresas estatais deveriam submeter previamente à avaliação da Secom (Secretaria de Comunicação Social) campanhas publicitárias de natureza mercadológica. Horas depois, recuou.

Tops da Gazeta