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Quarta, 15 Maio 2019 16:43

Ministro da Educação afirma que corte de recursos é culpa de ex-presidentes Dilma e Temer

Em resposta a questionamento do deputado Orlando Silva (PC do B), Abraham Weintraub disse que o atual governo não pode ser responsabilizado pelo cenário atual da educação
Na fala inicial, o ministro manteve o discurso crítico às universidades, dizendo que elas não podem continuar como "torres de marfim" Na fala inicial, o ministro manteve o discurso crítico às universidades, dizendo que elas não podem continuar como "torres de marfim" Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Por Folhapress

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, colocou a culpa nos governos anteriores pelo corte de orçamento na área, que atinge R$ 7,4 bilhões neste ano. Weintraub fala no Plenário da Câmara na tarde desta quarta-feira (15) após convocação dos deputados para explicar os bloqueios.

Em resposta a questionamento do deputado Orlando Silva (PC do B), Weintraub disse que o atual governo não pode ser responsabilizado pelo cenário atual da educação.

"A evolução que a educação teve nos últimos anos no Brasil não tem nada a ver com o atual governo. Porque não foi evolução, foi involução", disse. "Nós não somos responsáveis pelo contingenciamento atual, o orçamento atual foi feito pelo governo eleito de Dilma Rousseff e [Michel] Temer, que era vice. Não somos responsáveis pelo desastre da educação, não votamos neles."

Weintraub repetiu a mesma exposição que já havia feito na semana passada no Senado, em que detalha metas do PNE (Plano Nacional de Educação) mas não traz informações sobre os planos do governo para a área.

A área econômica determinou um contingenciamento geral de R$ 30 bilhões. A divisão por cada área foi decidida pelo ministério da Economia. Só nas universidades federais, o corte foi de R$ 2 bilhões, o que representa 30% dos recursos discricionários.

O clima piorou nessa relação depois que o ministro indicou em entrevista que haveria cortes em instituições específicas por questões ideológicas, o que ele classificou como balbúrdia.

Na fala inicial, o ministro manteve o discurso crítico às universidades, dizendo que elas não podem continuar como "torres de marfim" e que precisam conversar mais com a sociedade.

"Não estou querendo diminuir o ensino superior. O que quero é cumprir o plano de governo que é dar prioridade para a educação básica", afirmou Weintraub. O bloqueio do MEC, no entanto, não atinge apenas o ensino superior. Mas atingem da educação infantil à pós-graduação.

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