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Puxada pela disparada no preço da carne, a inflação chegou a 0,51% em novembro segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados nesta sexta (6).

Após registrar alta 0,10% em outubro, o mês de novembro teve o pior resultado desde 2015, quando o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) ficou em 1,01%. No acumulado de 12 meses até novembro, o IPCA registrou 3,27%, contra alta 2,54% do mês anterior. Já no acumulado do ano, a inflação registrou 3,12%.

Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete tiveram alta em novembro. Despesas pessoais (1,24%), alimentação e bebidas (0,72%), e habitação, que passou de uma deflação de 0,61% em outubro para alta de 0,71% em novembro. A aceleração no grupo alimentação e bebidas foi puxada, principalmente, à alta das carnes (8,09%)

Por causa do apetite chinês, que aumentou as importações de carnes do Brasil, a arroba do boi subiu nas últimas semanas, e o repasse já começa a chegou nas gôndolas.

Desde o fim de 2018, a China enfrenta queda da produção de suínos devido a uma grave crise sanitária na suinocultura, o que o obrigou a elevar as compras externas e a procura de outras proteínas, como a bovina. O Brasil, o principal exportador mundial de carne bovina e de frango, foi beneficiado por essa demanda chinesa.

A demanda chinesa refletiu no resultado de alimentação no domicílio, que tinha registrado deflação de 0,03% no mês anterior e passou para uma alta de 1,01% em novembro. Já a alimentação fora do domicílio apresentou alta de 0,21%.

Com a mudança da bandeira tarifária, habitação teve variação de 2,15%. Em setembro, a bandeira vermelha já apresentava a uma alta do índice, enquanto o décimo mês do ano recebeu a tabela amarela de cobranças.

Em transportes, os preços dos combustíveis (0,78%) desaceleraram na comparação com o mês anterior (1,38%), principalmente pelo preço da gasolina, que variou 0,42% em novembro. As passagens aéreas seguem subindo pelo segundo mês consecutivo, com alta de 4,35%.

Entre os 16 locais pesquisados pelo IBGE, a maior variação ficou com São Luís (1,05%) devido a alta da carne e da gasolina.

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O presidente Jair Bolsonaro disse, hoje (2), não ver como retaliação ao Brasil a decisão do governo dos Estados Unidos de aumentar as tarifas para importação de aço e alumínio brasileiros. Segundo o presidente dos EUA, Donald Trump, Brasil e Argentina estariam forçando uma desvalorização de suas moedas, o que tem prejudicado os agricultores daquele país.

"Não vejo isso como retaliação”, disse Bolsonaro em entrevista à Rádio Itatiaia na manhã desta segunda-feira (2). Na avaliação do presidente, a correlação não procede porque a desvalorização das moedas locais são em consequência de fatores externos. “O mundo está conectado. A própria briga comercial entre Estados Unidos e China influenciam o dólar aqui, assim como coisas que acontecem no Chile, nas eleições na Argentina e no Uruguai. Tudo está conectado”, argumentou o presidente.

Bolsonaro disse que o assunto será conversado com o ministro da Economia, Paulo Guedes, ainda hoje. “Se for o caso, vou ligar para o Trump. A economia deles é dezenas de vezes maior do que a nossa”, disse.

A retomada das tarifas foi anunciada pelo presidente dos Estados Unidos (EUA) em sua conta no Twitter. Segundo ele, “Brasil e Argentina têm presidido uma desvalorização maciça de suas moedas, o que não é bom para os agricultores norte-americanos. Portanto, com efeito imediato, restaurarei as tarifas de todos os aços e alumínio enviados para os EUA a partir desses países”, disse Trump na rede social.

“As reservas também devem agir para que os países, dos quais existem muitos, não aproveitem mais nosso dólar forte, desvalorizando ainda mais suas moedas. Isso torna muito difícil para nossos fabricantes e agricultores exportar seus produtos de maneira justa”, acrescentou o presidente norte-americano.

Reformas

Bolsonaro reiterou que as reformas política e tributária terão seu formato final decidido no Congresso Nacional, e não pelo Executivo. “O povo pede muito uma reforma política. Não tenho poder para isso. Ela vai de acordo com o entendimento dos parlamentares”, disse, acrescentando que “uma simplificação tributária é muito bem-vinda. Não adianta mandar para lá [Congresso Nacional] o que é ideal, mas o que é possível de ser aprovado. Se os governos anteriores tivessem desburocratizado, desregulamentado e simplificado muita coisa, o Brasil estaria muito melhor do que está no momento”.

Imposto de renda

Bolsonaro comentou também da limitação que tem para cumprir sua promessa de campanha, de aumentar para R$ 5 mil a faixa de isenção para imposto de renda pessoa física. Segundo ele, esse é um exemplo das “diferenças entre o que queria fazer e o do que pode ser feito”.

“Gostaria de entregar meu governo tornando isento quem ganha até R$ 5 mil por mês. Estamos trabalhando para, este ano, chegarmos a R$ 2 mil. Espero cumprir [a promessa de] R$ 5mil até o final do mandato”.

Nas conversas com a equipe econômica, Bolsonaro disse que tem argumentado que o aumento da margem se justifica pelo fato de que quase todo imposto acaba retornando ao contribuinte, quando esse faz sua declaração. Portanto, segundo o presidente, esse aumento na margem acabaria por “poupar trabalho” para a própria Receita Federal.

“Tem reação por parte da equipe econômica ou da Receita, quando digo isso? Tem. Em parte forço um pouco a barra, mas não vou constranger a equipe econômica nem a Receita Federal. Acredito que meus argumentos sejam ouvidos por eles, apesar de eu não entender de economia”, completou.

Juros

Mais cedo, ao participar do evento onde a Caixa Econômica Federal apresentou as ações realizadas pelo banco em prol das pessoas com deficiência, Bolsonaro disse que a atuação do banco, no sentido de baixar juros, está influenciando positivamente os bancos privados a fazerem o mesmo.

“A Caixa, sem qualquer interferência por parte do presidente da República, está obrigando outros bancos a seguirem seu exemplo de administração, sob o risco de perder mais do que clientes, lucro. Ao tomar a decisão de diminuir taxas, ela ganha cada vez mais clientes, além de diminuir a inadimplência e, obviamente, aumentar o lucro”.

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O setor público consolidado, formado pela União, os estados e os municípios, registrou superávit primário de R$ 9,444 bilhões, em outubro. As estatísticas fiscais foram divulgadas hoje (29) pelo Banco Central (BC). Esse é o maior resultado para o mês desde outubro de 2016, quando o superávit primário chegou a R$ 39,589 bilhões.

O resultado primário é formado pelas despesas menos as receitas, sem considerar os gastos com juros. Em outubro de 2018, também houve superávit: R$ 7,798 bilhões.

No mês passado, o Governo Central (Previdência, Banco Central e Tesouro Nacional) registrou superávit primário de R$ 8,545 bilhões.

Os governos estaduais registraram déficit de R$ 53 milhões e os municipais, saldo negativo de R$ 163 milhões. As empresas estatais federais, estaduais e municipais, excluídas as dos grupos Petrobras e Eletrobras, apresentaram superávit primário de R$ 1,115 bilhão no mês passado.

Acumulado

Em dez meses, o setor público registrou déficit primário de R$ 33,047 bilhões, contra R$ 51,523 bilhões em igual período de 2018.

Em 12 meses encerrados em outubro, o déficit primário ficou em R$ 89,782 bilhões, o que representa 1,27% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país.

A meta para o setor público consolidado é de um déficit primário de R$ 132 bilhões neste ano.

Despesas com juros

Os gastos com juros ficaram em R$ 20,330 bilhões em outubro, contra R$ 13,905 bilhões no mesmo mês de 2018.

De janeiro a julho, as despesas com juros acumularam R$ 304,517 bilhões, ante R$ 317,246 bilhões em igual período ano passado.

Em outubro, o déficit nominal, formado pelo resultado primário e dos juros, ficou em R$ 10,885 bilhões, ante R$ 6,107 bilhões no mesmo mês de 2018. No acumulado de dez meses do ano, o déficit nominal chegou a R$ 337,564 bilhões, contra R$ 368,769 bilhões, em igual período de 2018.

Dívida pública

A dívida líquida do setor público (balanço entre o total de créditos e débitos dos governos federal, estaduais e municipais) chegou a R$ 3,961 trilhões em outubro, o que corresponde a 55,9% do PIB. Em setembro, essa relação era menor: 55,3%.

No mês passado, a dívida bruta - que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais - chegou a R$ 5,549 trilhões. Esse saldo correspondeu a 78,3% do PIB, abaixo do percentual registrado em setembro (79%).

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O presidente Jair Bolsonaro defendeu nesta sexta-feira (29) que as instituições bancárias do país adotem taxas de juros compatíveis com a taxa básica de juros do país, a Selic, atualmente em 5% ao ano.

Na entrada do Palácio do Alvorada, onde cumprimentou um grupo de eleitores, ele elogiou resolução aprovada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) que criou um limite de 8% ao mês às taxas de juros cobradas pelos bancos caso o cliente precise usar o cheque especial.

O presidente ressaltou que, a partir de agora, cada instituição financeira terá de mostrar a taxa de juros adotada por ela para comprovar que houve uma redução e disse que o país caminha para que os financiamentos se adaptem à taxa básica de juros.

"Foi bom o anúncio dos juros, do cheque especial. Pedido do Banco Central. Agora, cada instituição financeira [vai ter que mostrar] quanto é o juro, para a gente mostrar que houve a redução. Não é um canetaço, foi decidido pelo CMN", disse.

O cheque especial é o nome dado ao crédito liberado pelo banco caso o cliente necessite efetuar pagamentos ou transferências e sua conta não tenha saldo suficiente.

De acordo com os técnicos do Banco Central, hoje os juros médios do crédito especial são de 306% ao ano. Ao mês, o percentual fica por volta de 12%.

"O Brasil caminha nessa direção, os números passarem a ser compatíveis com a taxa de juros e com aquilo que estamos fazendo na economia", afirmou o presidente.

Por outro lado, a resolução libera os bancos a cobrarem uma tarifa de 0,25% sobre o limite total de cheque especial para o cliente que tiver o produto disponível para uso. O valor é descontado dos juros de cheque especial caso o cliente use o produto.

Quem tem limite de até R$ 500 ficará isento da tarifa. De acordo com o BC, 19 milhões de clientes se encaixam nessa isenção, de um universo total de 80 milhões de usuários de cheque especial.

A isenção para a faixa de limite de até R$ 500 é estendida a todos os clientes (ou seja, quem tem um limite de R$ 600 paga a tarifa apenas sobre R$ 100 restantes).

Apesar do discurso liberal da equipe econômica, o BC acabou estabelecendo um teto para a cobrança dos bancos no cheque especial.

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A cada dez brasileiros, oito pretendem ir às compras nesta edição da Black Friday nesta sexta-feira (29). De acordo com o Instituto Locomotiva, que entrevistou 1.770 pessoas entre os dias 1 e 9 de novembro, a expectativa é que 130 milhões de adultos adquiram algum produto, em todo o país.

O estudo destaca, ainda, dados específicos sobre grupos populacionais. No caso das classes D e E, 86% pretendem aproveitar a ação promocional para comprar. Entre pessoas da classe C, a intenção de compra é semelhante (77%). A margem de erro da pesquisa é de 2,4 pontos percentuais.

Na opinião das pessoas entrevistadas para a pesquisa, os eletrônicos são os itens que mais valem a pena serem comprados na data. Os descontos aplicados em compras de celulares e eletrodomésticos também são aguardados.

O público consultado aposta ainda em boas oportunidades para compra de móveis e calçados. As roupas e os produtos de beleza são objeto de desejo, principalmente, entre pessoas com renda mais baixa.

O mesmo ocorre com livros e artigos de papelaria e calçados.

Quando o assunto é mobiliário, mais da metade (54%) das pessoas de classes D e E acreditam que vale a pena esperar pela Black Friday para fazer compras, enquanto somente 24% das classes A e B têm a mesma visão. Em relação aos eletroeletrônicos, as porcentagens são, respectivamente, de 59% e 43%.

Honestidade nas vendas

Fechar negócios com preços mais em conta é a promessa da data que se consolidou nos Estados Unidos a partir de 1980. No Brasil, a Black Friday foi se popularizando somente a partir de 2010. Conforme destaca o Instituto Locomotiva, no ano passado, foi registrado um recorde de vendas em território brasileiro.

O presidente do instituto, Renato Meirelles, afirma que o ápice no volume de comercialização deve ser superado este ano. Segundo ele, o consumidor vem aumentando sua vigilância para identificar "maquiagens de desconto", isto é, situações em que as lojas acabam induzindo os clientes a adquirir os produtos por um preço maior do que o anunciado. Órgãos de defesa do consumidor, como o Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) alertam para outras práticas, como a de lojas que definem valor de frete elevado, os cancelamentos injustificados da compra e o acesso a sites fraudulentos.

"A Black Friday entrou de forma tímida, com poucas lojas de varejo atuando. Tivemos um processo, após o sucesso dos anos anteriores, de algumas empresas não estarem oferecendo realmente os descontos que podiam oferecer. Houve uma forte reação dos consumidores e teremos agora um consumidor muito mais atento, mas com uma expectativa maior", avaliou. Segundo ele, a maioria dos entrevistados da pesquisa está comparando preços dos produtos desejados há mais de um mês.

Para Meirelles, o desafio dos comerciantes será garantir um bom desempenho agora sem prejudicar as vendas de final do ano. Uma alternativa, recomendou, seriam incentivos para que o cliente volte à comprar em dezembro.

"O grande desafio que lojistas terão é garantir que as vendas da Black Friday não atrapalhem as vendas do Natal. Como são duas datas muito fortes do calendário varejista, muitas pessoas antecipam compras do Natal durante a Black Friday. O lojista deve atrair e oferecer algo em troca na próxima compra. Desse jeito, a Black Friday passa a ser aliada e não concorrente [do Natal]", disse.

Direito do consumidor

A equipe do Procon no estado de São Paulo estará de plantão para atender as demandas relativas à Black Friday. Caso identifique algo irregular, o consumidor, a partir de hoje, pode registrar reclamações através do site e do aplicativo de celular, em qualquer horário. O download do aplicativo pode ser feito por meio do Play Store e App Store (Apple).

Pelo telefone 151, o Procon-SP também oferece orientações sobre as compras. O serviço foi iniciado na manhã desta quinta-feira e estará disponível até as 2h da madrugada de amanhã. O outro turno compreende o período de 6h às 22h desta sexta-feira. Nessa edição da Black Friday as reclamações apresentadas pelos consumidores serão encaminhadas para os fornecedores, que terão dez dias para responder aos questionamentos.

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O presidente Jair Bolsonaro, em visita a Manaus nesta quarta-feira (27), evitou opinar sobre a alta do dólar, que chegou nesta terça (26) a R$ 4,241, um novo recorde nominal, mesmo após duas intervenções do Banco Central, e reafirmou colocar sua confiança no trabalho do ministro Paulo Guedes (Economia) e em Roberto Campos Neto (Banco Central).

"Já falei para vocês que quem entende de economia é o Paulo Guedes, o Pedro Guimarães, o Roberto Campos. Eles que tratam deste assunto. Dei carta branca para eles. O Brasil tem que dar certo", disse.
Quanto ao dólar alto, "bem mais de R$ 4", o presidente disse que "tem pró e tem contra".

Uma declaração de Guedes na noite de segunda-feira (25), em Washington, provocou reações do mercado na terça, com o dólar chegando ao patamar de R$ 4,241.

Guedes havia afirmado que é bom o país se acostumar com o elevado patamar da moeda americana. "O dólar está alto. Qual o problema? Zero. Nem inflação ele [dólar alto] está causando", disse. "É bom se acostumar com juros baixos por um bom tempo e com o câmbio mais alto por um bom tempo".

A instabilidade também ficou por conta da declaração de Guedes, quanto à onda de protestos em países da América Latina, ao classificar de insanidade o ex-presidente Lula convocar manifestações. "Não se assustem então se alguém pedir o AI-5", afirmou o ministro. Depois, com a reação, afirmou que deseja apenas uma "democracia responsável".

Ainda em Manaus, Bolsonaro confirmou sua presença na reunião do Mercosul, em dezembro. O presidente já fez criticas a Alberto Fernández, presidente eleito no país vizinho - Fernández comemorou a soltura do ex-presidente Lula.

"Nada contra a Argentina. Quero que Argentina dê certo, mas com anúncio que já fez, congelamento de preço e aumento de salário, eu acho que isso não deu certo em nenhum lugar do mundo", afirmou.

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As vendas da Black Friday devem subir 18% este ano com a proximidade do Natal. A expectativa da ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico) é de que as lojas faturem R$ 3,45 bilhões, acima dos R$ 2,92 bilhões de 2018.

Com esse valor, a taxa persegue a do crescimento anual do ecommerce nacional.

Programada para a sexta-feira (29), a data ficará seis dias mais próxima do Natal em relação ao ano anterior, o que deve impactar o varejo, segundo Mauricio Salvador, presidente da associação.

"Um ou dois dias mais próximos já fazem diferença. Neste ano, estimamos que um terço das vendas sejam antecipações das compras natalinas", diz.

A projeção para o ticket médio é de R$ 340 e a maior alta deve se concentrar nos setores de informática, celulares e eletrônicos, moda e acessórios e casa e decoração.

De acordo com a Black Friday, a região Sudeste deve movimentar R$ 1,9 bilhão este ano, o que representa 59% do faturamento total. A organização, no entanto, lida com uma expectativa diferente, de R$ 3,15 bilhões, 21% acima do movimentado em 2018.

Lideram a lista de produtos mais procurados os smartphones (37%) e eletrodomésticos (36%), seguidos de televisores (29%), informática (24%) e móveis e decoração (22%).

Conforme a data se consolida como uma das principais do ecommerce, cresce a cautela entre consumidores, mais vacinados contra fraudes. Pesquisa da Yourviews realizada com 600 lojas diz que a consulta por avaliações de produtos deve crescer 32%.

Apesar de maior maturidade dos consumidores e das marcas, que põem na balança o risco da reputação em forjar descontos, especialistas alertam que é preciso manter a desconfiança com ofertas exageradas e redobrar a atenção com a segurança digital nesse período.

DICAS PARA NÃO CAIR EM GOLPE NA BLACK FRIDAY:

Compare preços
A média de descontos oferecida pelas lojas é de 20% a 30%, de acordo com a ABComm. Mesmo que parte do varejo use a data para fazer queima de estoque de coleção, como vestuário, ofertas acima de 70%, por exemplo, devem ser encaradas com desconfiança. É possível checar a evolução de preços de um produto em sites como Black Friday de Verdade, Google Shoppping, JáCotei, Buscapé e Zoom.

Cheque a reputação das marcas
É comum que lojas que aumentam preços dias antes da Black Friday ou que atrasam muito a entrega de um item tenham sido alvo de reclamação passada. O Reclame Aqui é uma fonte adequada para conferir o histórico de uma marca. Já o Procon-SP tem uma lista de mais de 300 sites a serem evitados.

Prefira o site da loja e não a oferta das redes sociais
Para não cair em phishing - páginas ou links falsos que visam o roubo de informações - especialistas recomendam que a compra seja feita no site do varejista e não em folders enviados por emails ou circulados em correntes de WhatsApp. Uma das formas mais simples de detectar phishing é pela presença de erros ortográficos nas peças gráficas. Antes de inserir qualquer dado financeiro, consumidores devem se atentar aos nomes dos sites. O endereço eletrônico das lojas Americanas ou da Riachuelo, por exemplo, não terão nomes diferentes das marcas ou a presença de números. Sites com "https" têm a conexão criptografada, portanto são mais seguros. "Há muito golpe no Instagram e no Facebook. Anúncios como 'compre seu iPhone 11 por R$ 2 mil em dez vezes' são feitos para roubar informação", diz Bruno Prado, da UPX Technologies, de segurança digital. Ele sugere a verificação da origem de aplicativos baixados no Google Play e na Apple Store. "Se o desenvolvedor do app for uma pessoa física, é provável que seja falso." É importante, também, verificar comentários sobre o aplicativo antes de fazer o download.

Evite wi-fi público
Uma recomendação básica para efetuar compras online é evitar a conexão wi-fi de lojas e outros espaços públicos, como aeroportos, restaurantes e praças. A alta movimentação de transações digitais em datas comerciais é um chamariz para invasores, que interceptam a conexão para roubar dados financeiros.

Faça a compra de seu próprio dispositivo
Além de usar a rede de dados própria, não insira informações de cartões de crédito ou débito, bem como endereço e outros dados pessoais em computadores, tablets ou celulares de terceiros.

Opte por cartões virtuais
Grandes bancos e fintechs disponibilizam a criação de cartões de crédito virtuais que podem ser eliminados após compras online. Com informações financeiras descartadas após a transação, agentes mal intencionados não conseguem usar os dados para novas aquisições. Especialistas também lembram que o cartão de crédito permite o cancelamento da compra diante de eventual problema, processo muito mais difícil em compras por boletos ou quitadas no débito.

Compre com cautela
Apesar de a data coincidir com o recebimento do 13º salário, uma das formas de evitar futuras dívidas e compras por impulso é criar uma lista com itens desejados. É ideal que o consumidor tenha um teto de gastos para a sexta-feira.

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Os juros do rotativo do cartão de crédito subiram em outubro, enquanto outras modalidades de crédito para as famílias apresentaram retração, de acordo com dados divulgados, hoje (27), pelo Banco Central (BC).

A taxa média do rotativo do cartão de crédito subiu 9,4 pontos percentuais em relação a setembro, chegando a 317,2% ao ano. A taxa média é formada com base nos dados de consumidores adimplentes e inadimplentes.

No caso do cliente adimplente, que paga pelo menos o valor mínimo da fatura do cartão em dia, a taxa chegou a 285,4% ao ano em outubro, queda de 4,8 pontos percentuais em relação a setembro. Já a taxa cobrada dos clientes que não pagaram ou atrasaram o pagamento mínimo da fatura (rotativo não regular) os juros subiram 18,5 pontos percentuais, indo para 338% ao ano.

O rotativo é o crédito tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão. O crédito rotativo dura 30 dias. Após esse prazo, as instituições financeiras parcelam a dívida.

O chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, destacou que o rotativo do cartão deve ser evitado. “É uma modalidade para recursos emergenciais quando o planejamento financeiro não deu certo ou deve surpresa desfavorável e deve se buscar sair dela o mais rapidamente possível”, disse.

Ele explicou que os juros do rotativo subiram porque um banco e uma financeira elevaram as taxas, em outubro, o que elevou a média.

Em 2018, o Conselho Monetário Nacional definiu que clientes inadimplentes no rotativo do cartão de crédito passem a pagar a mesma taxa de juros dos consumidores regulares. Mesmo assim, a taxa final cobrada de adimplentes e inadimplentes não será igual porque os bancos podem acrescentar à cobrança os juros pelo atraso e multa.

Na modalidade de parcelamento das compras pelo cartão de crédito, a taxa chegou a 179,7% ao ano em outubro, com aumento de 1,5 ponto percentual.

Cheque especial

A taxa de juros do cheque especial caiu 1,7 ponto percentual em outubro, comparada a agosto, e chegou a 305,9% ao ano.

Apesar de estar menor, a taxa do cheque especial está entre as modalidades de crédito mais caras para as famílias e a recomendação do BC é que só seja usado em situações emergenciais.

No ano passado, os bancos anunciaram uma medida de autorregulamentação do cheque especial. Com as novas regras, os correntistas que utilizam mais de 15% do limite do cheque durante 30 dias consecutivos passaram a receber a oferta de um parcelamento, com taxa de juros menores que a do cheque especial definida pela instituição financeira.

O presidente do BC, Roberto Campos Neto, tem dito que redesenhará o cheque especial, considerado muito regressivo, ou seja, tem peso maior de juros sobre quem tem menor renda.

Crédito pessoal

A taxa de juros do crédito pessoal não consignado caiu para 99,1% ao ano em outubro, com recuo de 13,8 pontos percentuais em relação a setembro. A taxa do crédito consignado (com desconto em folha de pagamento) recuou 0,5 ponto percentual, indo para 20,9% ao ano no mês passado.

De acordo com o BC, a taxa média de juros para pessoa física caiu 1,6 ponto percentual em outubro, chegando a 49,7% ao ano. A taxa média das empresas ficou em 17,6% ao ano, queda de 0,2 ponto percentual.

Inadimplência

A inadimplência do crédito, considerados atrasos acima de 90 dias, para pessoas físicas ficou estável em 5%. Entre pessoas jurídicas a inadimplência permaneceu em 2,5% em outubro.

Esses dados são do crédito livre, em que os bancos têm autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros cobradas dos clientes.

No caso do crédito direcionado (empréstimos com regras definidas pelo governo, destinados, basicamente, aos setores habitacional, rural, de infraestrutura e ao microcrédito) os juros para as pessoas físicas caiu 0,1 ponto percentual para 7,6% ao ano. A taxa cobrada das empresas caiu 0,4 ponto percentual para 8% ao ano.

A inadimplência das pessoas físicas no crédito direcionado permaneceu em 1,8% e a das empresas caiu 0,1 ponto percentual para 1,9%.

Saldo dos empréstimos

Em outubro, o estoque de todos os empréstimos concedidos pelos bancos ficou em R$ 3,372 trilhões, com expansão de 0,3% em relação a setembro, de 3,5% no ano e de 6,3% em 12 meses. A expansão em 12 meses é a maior desde dezembro de 2015, quando chegou a 7%.

“Depois [de atingir 7% de crescimento], o crédito gradualmente passou para o terreno negativo, se recuperou e agora tem acelerado”, disse acrescentando que isso ocorre “devido ao desempenho do crédito livre", disse Rocha.

Esse saldo do crédito correspondeu a 47,6 % de tudo o que o país produz - o Produto Interno Bruto (PIB) -, estável em relação a setembro.

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O mercado financeiro aumentou as projeções de crescimento da economia e da inflação este ano.

A previsão de instituições financeiras para a inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu de 3,33% para 3,46%, no terceiro ajuste consecutivo.

Para os anos seguintes não houve alterações: 3,60%, em 2020, 3,75% em 2021, e 3,50% em 2022. As estimativas estão reunidas em pesquisa feita com instituições financeiras, elaborada semanalmente pelo Banco Central (BC). Os resultados são divulgados às segundas-feiras.

As projeções para 2019 e 2020 estão abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Taxa Selic

Com a previsão de inflação um pouco maior neste ano, o mercado financeiro voltou a esperar que a taxa básica de juros, a Selic, encerre 2020 em 4,5% ao ano. Na semana passada, a expectativa tinha caído para 4,25% ao ano. Atualmente, a Selic está em 5% ao ano. As instituições financeiras esperam que a Selic volte a cair 0,5 ponto percentual para 4,5% ao ano, em dezembro.

Para 2021, a expectativa é que a taxa Selic termine o período em 6% ao ano. Para o fim de 2022, a previsão é 6,50% ao ano.

A Selic é o principal instrumento usado pelo BC para controlar a inflação. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Crescimento econômico

O mercado financeiro espera maior crescimento da economia neste ano e em 2020. A estimativa de expansão do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, subiu de 0,92% para 0,99% este ano. Para 2020, a projeção subiu de 2,17% para 2,20%. Já a expectativa para 2021 2022 permanece em 2,50%.

Dólar

A previsão para a cotação do dólar subiu de R$ 4 para R$ 4,10, no fim de 2019, e permanece em R$ 4 ao final de 2020.

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As contas externas registraram saldo negativo de US$ 7,874 bilhões, em outubro, o maior déficit para o mês desde 2014, de US$ 9,305 bilhões. Os dados foram divulgados, hoje (25), pelo Banco Central (BC). Em outubro do ano passado o déficit foi de US$ 1,964 bilhão.

De janeiro a outubro, o déficit em transações correntes (contas externas), compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda do Brasil com outros países, chegou a US$ 45,657 bilhões, contra US$ 32,372 bilhões em igual período de 2018.

“O incremento no déficit decorreu, fundamentalmente, da redução no saldo positivo da balança comercial de bens, de US$ 5,3 bilhões [em outubro de 2018] para US$ 490 milhões [no mês passado]”, diz relatório do BC.

A balança comercial (exportações e importações de mercadorias) é um dos componentes das transações correntes. No acumulado do ano até outubro, o superávit comercial chegou a US$ 29,145 bilhões, ante US$ 43,493 bilhões, nos dez meses de 2018.

A conta renda primária (lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários) ficou negativa em US$ 4,856 bilhões no mês, e em US$ 46,443 bilhões de janeiro a outubro.

A conta de renda secundária (renda gerada em uma economia e distribuída para outra, como doações e remessas de dólares, sem contrapartida de serviços ou bens) teve resultado positivo de US$ 73 milhões no mês e US$ 1,274 bilhão em dez meses.

A conta de serviços (viagens internacionais, transporte, aluguel de investimentos, entre outros) apresentou saldo negativo de US$ 3,581 bilhões em outubro, e de US$ 29,633 bilhões nos dez meses do ano.

Viagens internacionais

Em outubro, as despesas de brasileiros em viagem ao exterior totalizaram US$ 1,506 bilhão, resultado menor do que em igual mês de 2018, de US$ 1,603 bilhão. Ao serem consideradas as receitas de estrangeiros no Brasil e as despesas dos brasileiros no exterior, a conta de viagens registrou déficit de US$ 1,063 bilhão, em outubro, e de US$ 9,878 bilhões, de janeiro até o mês passado.

Investimento estrangeiro

Em outubro, o investimento direto no país (IDP) chegou a US$ 6,815 bilhões e acumulou US$ 62,126 bilhões, em dez meses, contra US$ 8,418 bilhões e US$ 60,789 bilhões, em iguais períodos do ano passado.

Quando o país registra saldo negativo em transações correntes, precisa cobrir o déficit com investimentos ou empréstimos no exterior. A melhor forma de financiamento do saldo negativo é o IDP, porque os recursos são aplicados no setor produtivo.

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