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*Foto meramente ilustrativa.
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Foto: Reprodução/Internet

Capital paulista tem maior número de homicídios em janeiro desde 2015

A quantidade de vítimas ao longo dos meses seguidos é a maior desde dezembro de 2017, quando 86 pessoas foram assassinadas

O número de vítimas de assassinatos voltou a subir na capital paulista. Segundo balanço da SSP (Secretaria da Segurança Pública) foram 70 casos no mês passado contra 56 do mesmo período de 2019.

Os dados do governo João Doria (PSDB) vão na contramão do acumulado no estado. E mostram que, em média, pouco mais de duas pessoas foram mortas por dia em janeiro na capital.

Desde 2015, quando 102 pessoas foram mortas, o número não era tão alto para o primeiro mês do ano.

A quantidade de vítimas ao longo dos meses seguidos é a maior desde dezembro de 2017, quando 86 pessoas foram assassinadas.

Além dos homicídios, a capital também registrou aumento nos roubos, furtos e estupros.
O comando da Polícia Militar diz que está analisando os dados para descobrir o que provocou a volta da alta nas mortes.

Para Rafael Alcadipani, professor da FGV (Fundação Getulio Vargas), é preciso mais transparência.
"No meu ponto de vista, quando o indicador cai, o governo bate no peito. Quando sobe, ninguém também sabe explicar o motivo", afirma.

O especialista diz que a falta de justificativas, porém, não impede que o estado comece a realizar análises mais detalhadas para entender o que motiva as oscilações nas estatísticas.

No estado, o número de vítimas de homicídio teve queda de 2,8% em janeiro, quando 276 pessoas foram mortas, contra 284 do mesmo período no ano anterior.

A Polícia Militar também registrou aumento na letalidade da tropa em serviço no primeiro mês de 2020. De acordo com a corporação, 76 pessoas foram mortas em supostos confrontos com policiais, contra 59 casos no mesmo período do ano passado, representando uma alta de 28%.

Análise O coronel Álvaro Camilo, secretário executivo da Polícia Militar paulista, afirmou que a alta dos índices criminais na capital vem após uma longa sequência de quedas nas estatísticas. "A cidade começa a 'brigar' consigo mesma", diz.

Segundo o oficial, os índices serão analisados, de qualquer forma, para que as polícias observem o que provocou a alta no número de pessoas mortas na idade de São Paulo na comparação entre janeiro de 2019 e o primeiro mês deste ano.

O coronel atribui o crescimento dos roubos à maior adesão de vítimas à delegacia eletrônica que, segundo ele, foi responsável pela metade dos registros feitos para este tipo de crime.

"Isso contribui para os aumentos dos índices, pois as pessoas estão denunciando mais delitos", explicou.

Sobre o aumento na letalidade da PM, ele afirma que a morte de suspeitos não é desejada nem incentivada aos policiais. "Queremos que os bandidos sejam presos", diz.

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