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O morador enviou à reportagem fotos e vídeos feitos nesta quarta (15) do comércio na região
O morador enviou à reportagem fotos e vídeos feitos nesta quarta (15) do comércio na região
Foto: Divulgação/Foto do Leitor

Comércios de bairro da zona sul desrespeitam quarentena

Segundo morador, o cotidiano da Vila São José, na região da Cidade Dutra, pouco mudou após o início da pandemia

Boa parte do comércio do bairro da Vila São José, na região da Cidade Dutra, na zona sul de São Paulo, permanece aberta, apesar da quarentena imposta pelo governo do Estado. De acordo com um leitor que conversou com a Gazeta, e preferiu não se identificar, o cotidiano do bairro pouco mudou após o início da pandemia.

Macaque in the trees
Nas imagens é possível ver pequenos bares abertos - Divulgação/Foto do Leitor

“No centrinho do bairro está tudo aberto. Os comércios pequenos, de roupas, boteco, lojas de cosméticos, estão todos abertos. Só as grandes redes, que têm filiais em shopping, estão respeitando a quarentena”.

O morador enviou à reportagem fotos e vídeos (confira abaixo) feitos nesta quarta-feira do comércio na região. Nas imagens é possível ver pequenos bares abertos, além de uma papelaria e uma loja de brinquedos.

Macaque in the trees
Nas imagens é possível ver pequenos bares abertos - Divulgação/Foto do Leitor

“Um comerciante chegou a reduzir o horário, mas depois voltou atrás quando percebeu que o movimento não mudou absolutamente nada. Está tudo igual. A gente até brinca que a Vila São José virou uma colônia de férias”, diz o morador.

Ele também filmou uma enorme fila numa agência da Caixa na avenida Carlos Oberhuber, com as pessoas muito próximas entre si.

De acordo com decreto do governo do Estado, só podem abrir durante a quarentena estabelecimentos considerados essenciais, como farmácias, supermercados e postos de combustível. Os bares, restaurantes e cafés só podem operar pelo sistema de entrega em domicílio. Os demais comércios estão impedidos de atuar.

Macaque in the trees
Uma loja de brinquedos estava em pleno funcionamento na zona sul - Divulgação/Foto do Leitor

ZONA OESTE

A Gazeta mostrou na semana passada que as ruas e comércios do bairro Jardim João XXIII, na região da Raposo Tavares, zona oeste da Capital, estão bem movimentados. Muitos idosos, considerados grupos de riscos, continuam indo a mercados, feiras e frequentando praças.

“Na feira as pessoas continuam sentando para comer pastel, todos um perto do outro, mesmo com as notícias alertando para evitar aglomeração”, reclama Nonata da Silva, moradora do bairro.

Além disso, em alguns mercados do bairro não há os cuidados necessários, como álcool gel para os clientes higienizarem as mãos e também não há respeito na distância necessária nas filas.

MONITORAMENTO

Monitoramento coordenado pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), com base na movimentação dos paulistanos na última segunda-feira(13), mostra que em várias regiões da cidade o isolamento social contra o coronavírus ainda está longe do considerado ideal pelo governo. Segundo o estudo, os bairros de Itaquera, Butantã, Grajaú e Santana são as áreas onde houve mais circulação de pessoas.

O monitoramento do IPT é feito com base nos celulares ligados e no uso de aplicativos. Apesar da determinação de quarentena obrigatória no Estado, nas grandes avenidas ainda há bastante movimento de carros.

As autoridades do Estado defendem que se a taxa de isolamento continuar baixa, o número de leitos disponíveis no sistema de saúde não será suficiente para atender a população contaminada pelo novo coronavírus.

PREFEITURA

Após contato da Gazeta, a Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal das Subprefeituras, informou que desde 20 de março 2 mil agentes têm trabalhado na conscientização de ambulantes e comerciantes para manter os estabelecimentos fechados.

Até o momento, segundo a prefeitura, 80 estabelecimentos não essenciais foram interditados por não acatar a decisão de fechamento e um foi multado no valor de R$ 9.231,65, região da Sé.

As regiões dos estabelecimentos interditados são: Aricanduva; Ermelino Matarazzo; Freguesia do Ó; Guaianases; Ipiranga; Itaquera; Jaçanã; Lapa; Mooca; Parelheiros; Penha; Perus; Pirituba/Jaraguá; Santana/Tucuruvi; Santo Amaro; Sé; e Vila Prudente.

Os locais que descumprem o decreto estão sujeitos a interdição imediata de suas atividades e, em caso de resistência, cassação do alvará de funcionamento ou TPU / Autorização Temporária.

A secretaria também informou que realiza fiscalizações diárias nos locais citados.

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