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Famílias do Largo do Paissandu não são de moradores do prédio, diz Covas

Prefeito diz que famílias acampadas no Paissandu não são de moradores do prédio que desabou e que vai dialogar para desocupação Da Reportagem De São Paulo

O prefeito Bruno Covas (PSDB) disse nesta quarta-feira que as famílias acampadas no Largo do Paissandu, na região central da capital  paulista,  não são moradores do prédio que desabou no último dia 1º de maio e afirmou que irá dialogar para desocupação do local.  

De acordo com o prefeito, nenhuma família que se encontra naquele espaço tem qualquer tipo de comprovação que estava no edifício Wilton Paes de Almeida, que desabou após pegar fogo, há dois meses.

A Justiça Federal já autorizou a remoção das famílias do local e a retirada dos banheiros químicos, porém, apesar do prazo já ter sido encerrado, Covas disse que a retirada das pessoas à força não é uma opção por enquanto e que a Prefeitura Regional da Sé está dialogando com as famílias que estão acampadas no Largo para que elas desocupem o espaço.

Apesar da administração ter autorização para a retirada dos banheiros químicos, o prefeito não informou em qual data isso deve ocorrer e nem qual o prazo fixado para a negociação através do
diálogo.

Comprovante

As famílias que moravam no Wilton Paes de Almeida deverão sair do Largo e mostrar alguma documentação que comprove que estão pagando um aluguel para receberem a segunda parcela do benefício social, segundo a prefeitura.

Alguns acampados dizem que não receberam auxílio e que mostraram documentos para comprovar vínculo com o prédio que desabou. Já quem recebeu, diz só que vai sair do local quando todos receberem o benefício.

Segundo a Assistência Social, antes do desabamento, a lista inicial de moradores do prédio tinha 170 famílias.  Desse total, 150 receberam auxílio-aluguel. Após o acidente, outras famílias se apresentaram para receber o benefício e o número de famílias atendidas passou para 300.

Sem limpeza

Reportagem divulgada nesta quarta-feira no jornal “Folha de S. Paulo”,  mostrou que as famílias acampadas impedem as ações de limpeza no marco histórico do centro de São Paulo. Com a intenção de pressionar a prefeitura para obter moradia e com medo de serem expulsos, sem-teto instalados com crianças no local já impediram cinco tentativas de lavagem por equipes municipais, que dizem temer a proliferação de ratos e insetos. As famílias estariam resistindo a aproximação dos agentes de limpeza porque acreditam se tratar de uma tentativa camuflada da prefeitura de se infiltrar no acampamento e impedir as barracas.


*Matéria com colaboração da Folhapress

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