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Polícia de SP acha corpo de PM desaparecida em Paraisópolis

O corpo da policial estava no interior de um veículo Honda Civic, abandonado em uma rua de Jurubatuba, também na zona sul da capital Por Folhapress De São Paulo

Policiais militares encontraram na noite desta segunda-feira (6) o corpo da policial militar Juliane dos Santos Duarte, 27, que estava desaparecida desde a madrugada de quinta-feira (2).

Segundo a Secretaria de Segurança Pública paulista, o corpo foi reconhecido como sendo o da soldado que sumiu após ser vista pela última vez na favela de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo.

O corpo da policial, que está sendo velado nesta terça-feira em no cemitério municipal da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, na Grande SP, estava no interior de um veículo Honda Civic, abandonado em uma rua de Jurubatuba, também na zona sul, a 8,5 km do local onde Juliane desapareceu. Ela estava com a calça camuflada usada no mesmo dia em que sumiu.

Quando desapareceu, Juliane foi levada por um bando com homens encapuzados e armados, após ter o celular roubado e se identificar como policial em um bar em Paraisópolis. Era a primeira madrugada dela das férias deste ano da corporação. Após o desaparecimento da soldado, policiais civis e militares vasculharam a região da comunidade, com carros e helicópteros.

De acordo com o corregedor da PM, coronel Marcelino Fernandes, a moto que a policial usava naquele dia foi encontrada em Alto de Pinheiros, na zona oeste.

Juliane era policial militar havia dois anos. Lotada em uma companhia que faz patrulhamento no Jabaquara, na zona sul, ela morava apenas com a mãe, Cleusa dos Santos, 57, que sofre de câncer na medula óssea. "Eu liguei, eu ligo para o celular, mas ela não atende. Chama, mas não atende", afirmou a mãe na sexta-feira (3). Cleusa era cobradora de ônibus antes de ser demitida, meses atrás.

A policial era a filha mais nova de três irmãos. A última vez que a família esteve junta, segundo a mãe, foi no nascimento de um sobrinho da policial, na segunda-feira (30).

O secretário estadual de Segurança Pública Mágino Alves esteve presente no velório da PM. Ele disse que a investigação está avançando e há um suspeito preso. "A investigação tem uma boa linha já em andamento. O DHPP assume a investigação do homicídio, com a equipe do 89 DP, e a corregedoria da PM, que vai prestar auxílio".

Segundo ele, o suspeito está preso temporariamente, mas há outras linhas de investigação. O secretário disse ainda que uma nova resolução será publicada com recompensa de até R$ 50 mil por informações sobre a autoria do crime - na segunda (6), o governo de São Paulo já havia prometido a quantia por pistas que ajudassem a localizar a policial militar.

"Nós estamos muito empenhados e não vamos sair daquela comunidade até o momento que tivermos pacificado a situação por lá", afirmou.

O secretário disse que a PM, mesmo de férias, atuou como policial e foi assassinada por esse motivo.

"Nós ainda não temos o exato retrato do que aconteceu naquele momento, mas tudo indica que ela interveio em uma situação visando sanar uma quebra de ordem. Ela era uma policial treinada, com uma ficha impecável, não tem por que achar que ela teria um comportamento inadequado para um policial".

Na tarde de domingo (5), um suspeito tentou fugir após sair de um barraco e se deparar com policiais. Foi pego pelo COE (Comando de Operações Especiais), da Polícia Militar. Segundo o delegado titular Antônio Sucupira Neto, o suspeito encaminhado à delegacia é investigado pela suposta participação no desaparecimento da policial.

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