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Moradores organizam protesto contra mudança na avenida Celso Garcia

Os manifestantes se dividirão em dois grupos, que partirão das praças Guilherme Rudge e José Moreno para se encontrarem na avenida Salim Farah Maluf Por Marcelo Tomaz De São Paulo

Moradores e comerciantes insatisfeitos com as alterações viárias promovidas pela gestão Bruno Covas (PSDB) na avenida Celso Garcia, uma das mais importantes ligações da zona leste com o centro de São Paulo, prometem ocupar a região em manifestação marcada para amanhã (31) a partir das 18h.

Eles defendem que as mudanças implementadas no dia 21 de julho pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) tiveram consequências drásticas para a população, como atraso nas viagens de ônibus, congestionamentos constantes e carretas e caminhões trafegando por vias residenciais.

“Nós, cidadãos indignados, tentamos ao longo desse período abrir diálogo em várias instâncias municipais, sem nenhum sucesso. Convocamos a todos que não aceitam esse ‘projeto’ a exercer a sua cidadania e a se manifestar nas ruas para exigir a revogação dessas mudanças e a instauração de uma comissão permanente de revitalização da avenida”, afirma o panfleto de divulgação do ato.

Os manifestantes, em sua maioria locais do Belenzinho e do Tatuapé, se dividirão em dois grupos, que partirão das praças Guilherme Rudge e José Moreno para se encontrarem na avenida Salim Farah Maluf.

Na noite da última quarta-feira, alguns membros do movimento participaram de uma reunião convocada pelo secretário municipal de Mobilidade e Transportes, João Octaviano Neto, e pelo presidente da CET, Milton Persoli. O compromisso não foi apontado na agenda oficial de Neto.

Também estavam presentes o presidente do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) do Belém, a vice-presidente do Conseg do Parque São Jorge e um representante de uma das associações de bairro da região, todos favoráveis às mudanças.

Para o grupo contrário, o encontro pode ter tido como objetivo dissuadir os líderes do movimento da realização do protesto marcado para amanhã. “Em nenhum momento tivemos o menor indício de que nossa solicitação de reversão total do projeto fosse considerada. Após ouvirmos o discurso de sempre, saímos com a mesma sensação”, relata Luiz Modugno, um dos representantes do movimento.

Segundo os manifestantes, existe contrassenso entre os argumentos apresentados pela Prefeitura de São Paulo para defender as mudanças. “Em um momento, fala-se de segurança do pedestre, mas isso não se justifica porque medidas estruturais básicas não foram anteriormente tomadas. Em outro, fala-se da importância de tirar a centralidade do carro, mas todas essas mudanças foram feitas em detrimento do transporte coletivo”, apontaram em postagem no Facebook.

Pelo menos 250 pessoas confirmaram presença no ato, que deve trazer ainda mais complicações para o trânsito da avenida durante o horário de pico.

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