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Masp funciona sem laudo de vistoria dos bombeiros

O laudo, chamado Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), é um atestado que aquela construção tem um sistema adequado de proteção e combate a um possível incêndio Da Reportagem De São Paulo

O incêndio no Museu Nacional, na noite de domingo, fez acender um alerta para a situação dos museus espalhados pelo País. Na capital paulista, o prédio do Museu de Arte de São Paulo (Masp), funciona atualmente sem laudo de vistoria do Corpo de Bombeiros.

O laudo, chamado Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), é um atestado que aquela construção tem um sistema adequado de proteção e combate a um possível incêndio.

O Masp possui um acervo de 10 mil peças do mundo todo, da antiguidade ao século XXI. Pinturas e esculturas de grandes artistas como Monet, Renoir, Candido Portinari e Di Cavalcanti estão expostas no museu, além de roupas, fotografias e desenhos.

Outros importante museus da cidade como a Pinacoteca, o Museu Catavento, o Museu de Arte Moderna (MAM) e o Museu de Artes Sacras têm o laudo dos bombeiros. De acordo com a Secretaria Estadual da Cultura eles estão seguros.

Incêndios

Ao menos três centros culturais na Capital foram atingidos por incêndios nos últimos cinco anos. Em todos estes casos, os prédios estavam sem o Auto de Vistoria dos Bombeiros (AVCB). O último aconteceu em 2015, no Museu da Língua Portuguesa, na região central. O museu foi destruído e deve ser reaberto em 2019. Em 2013, Auditório Simon Bolivar, no Memorial da América Latina pegou fogo. Já em 2014, um incêndio acabou com quase todo o acervo do Liceu de Artes e Ofícios, na Luz. O Liceu foi reaberto neste ano.

Museu do Ipiranga fechou há 5 anos

Um dos museus mais importantes do País, que conta a história da Independência do Brasil está fechado desde 2013. O Museu do Ipiranga foi fechado para passar por uma grande reforma depois que foram constatados problemas em sua estrutura. A previsão é que o prédio seja reaberto em 2022, no bicentenário da Independência.

As obras, que começam em 2019, devem custar entre R$ 80 milhões e R$ 100 milhões e serão bancados por empresas que queiram investir no projeto.

Os mais de 30 mil objetos que fazem parte do acervo foram transferidos para três imóveis alugados pela Universidade de São Paulo (USP), que administra o museu.

Na época em que foi fechado, as paredes interna do prédio estavam se desmanchando. A USP promoveu um concurso para escolher qual empresa ficaria responsável o restauro e modernização do museu. O projeto que venceu o concurso foi apresentado em março deste ano.

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