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Quinta, 06 Setembro 2018 18:11

Bikes compartilhadas caem no gosto dos paulistanos

A Gazeta foi à ciclovia da avenida Faria Lima, e testou o serviço de duas empresas de compartilhamento de bikes
Tanto a Bike Itaú quanto a recém-chegada Yellow provocaram uma mudança de hábito no paulistano em relação à mobilidade urbana Tanto a Bike Itaú quanto a recém-chegada Yellow provocaram uma mudança de hábito no paulistano em relação à mobilidade urbana Thiago Neme/Gazeta de S.Paulo
Por Aline Fonseca
De São Paulo

Elas estão por todo o lado, aos montes ou sozinhas. As bicicletas compartilhadas se espalharam pela capital paulista e estão se tornando uma alternativa de transporte para o paulistano. Tanto a Bike Itaú quanto a recém-chegada Yellow, que fica solta pela cidade, provocaram uma mudança de hábito em relação à mobilidade urbana.

“Acho a ideia destas bicicletas muito legal, principalmente para fugir do trânsito, que aqui na região da Faria Lima é infernal. Não tenho bicicleta e acho seguro pegá- las em postos e conseguir utilizar”, comenta Gabriela Saraiva, 23 anos, analista de importação.

De acordo com a Yellow, nas duas primeiras semanas de operação em São Paulo, foram realizadas mais de 40 mil corridas, resultado maior do que em outras cidades do mundo. Tanto a Bike Itaú quanto a Yellow funcionam através de aplicativos. O usuário instala o App no seu smartphone e pode utilizar a bicicleta pagando o mínimo de R$ 1. O valor varia de acordo com o plano e o tempo em que a bike será utilizada.

“Nunca tinha utilizado o serviço de compartilhamento de bikes antes até que uma amiga comentou comigo. Achei muito interessante a ideia, voltei da faculdade ao metrô com a Yellow e achei bem mais rápido que o transporte público”, diz Carolina Salgueiro, 26 anos, social media.

A Gazeta foi à ciclovia da avenida Faria Lima, umas das mais utilizadas pelos ciclistas, e testou o serviço das duas empresas. Foi percorrido um trecho de 8km, da avenida Hélio Pelegrino, na Vila Uberabinha até o cruzamento com a avenida Rebouças, em dois períodos diferentes, pela manhã e à tarde.

Yellow

A primeira viagem aconteceu por volta das 18h30. O primeiro desafio foi encontrar uma Yellow bike. No App uma bicicleta estava disponível a poucos metros da ciclovia, porém ao chegar no local indicado, não havia nada. Mais à frente, a bicicleta constava no App, mas ao chegar perto para destravá-la, uma etiqueta vermelha ‘oficina’ indicava que a bike não poderia ser utilizada. Na mesma rua, cerca de 100 metros depois, uma yellow finalmente estava disponível. A utilização do App foi simples. A bicicleta destrava o cadeado através de um QRcode na parte detrás da bike.

Ao terminar o percurso basta travar o cadeado manualmente e o App mostra quanto o usuário gastou, o tempo e a distância percorrida. Na segunda viagem com a Yellow, por volta das 11 horas da manhã, após poucos metros percorridas, a reportagem identificou falhas mecânicas na bike. A roda traseira não estava girando direito e o freio estava com defeito. Uma funcionária da empresa que estava na ciclovia foi acionada. Apesar disso, mesmo após a manutenção, a bike continuou apresentando o mesmo problema. Ao fim do percurso, o App dá a opção do usuário reportar problemas no equipamento.

Procurada pela reportagem, a Yellow não respondeu os questionamentos pontuais e informou que o serviço deve ser ampliado em 2019 com até 100 mil bikes na cidade, incluindo a periferia. Segundo a empresa, 70 ‘Guardiões Yellow’ circulam todos os dias da semana para mapear, redistribuir e retirar as bicicletas para manutenção.

Bike Itaú

Para encontrar a bicicleta mais próxima da ciclovia da Hélio Pelegrino foi preciso andar dois quarteirões até a avenida Sabiá. Ao chegar na estação, haviam várias bicicletas disponíveis, mas uma delas com estava com o banco danificado. Ao tentar destravar a bike, o App travou e foi preciso reiniciá-lo. Durante o trajeto na ciclovia, nenhum funcionário da empresa foi visto.

Na segunda viagem, durante o dia, muitas bicicletas estavam disponíveis e a escolhida estava com a marcha desregulada. No final da viagem, na estação tem a opção do usuário apertar o botão vermelho para indicar que a bicicleta precisa de manutenção. Procurada pela reportagem, a Bike Itaú informou os problemas apontados pela reportagem são pontuais e que “problemas na liberação do código para pegar a bike representam menos de 1% dos contatos em nossa central de atendimento”.



Bicicleta Yellow cred Nelson AntoineFolhapressNelson Antoine/Folhapress


Bicicleta Yellow cred Thiago Neme2As bicicletas da Yellow Bike ficam soltas pela cidade
(Foto: Thiago Neme/Gazeta de S.Paulo)


Bicicleta Itau cred Thiago Neme 3As bikes do Itaú ficam em estações, como a da Av. Sabiá, em Moema
(Foto: Thiago Neme/Gazeta de S.Paulo)



bikes itaú yellow GSP


*Com colaboração de Nely Rossany

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