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Trem quebra e afeta operação da linha 3-vermelha do metrô em SP

O trem apresentou uma falha de tração e ficou parado na plataforma da estação no sentido Barra Funda às 8h08. Os passageiros que estavam nos vagões tiveram que deixar o veículo Por Folhapress De São Paulo

Um trem quebrou na estação Sé, no centro da capital paulista, e afetou todas as operações da linha 3-vermelha, na manhã desta segunda-feira (17).

Segundo o Metrô, o trem apresentou uma falha de tração e ficou parado na plataforma da estação no sentido Barra Funda às 8h08. Os passageiros que estavam nos vagões tiveram que deixar o veículo.

Uma hora depois, técnicos do Metrô conseguiram retirar o trem da plataforma e levá-lo para uma área de estacionamento da estação Palmeiras-Barra Funda, também na linha 3-vermelha.

O metrô informou à reportagem que a linha entrou em processo de normalização por volta das 9h10 desta segunda.

Os trens ficaram impedidos de circular entre Sé e Barra Funda. Nas demais estações, o fluxo também foi afetado com composições trafegando com velocidade reduzida e maior tempo de parada.

A reportagem presenciou a plataforma da estação Santa Cecília lotada de passageiros, que não conseguiam embarcar no trecho afetado. Na catraca do metrô, uma funcionária devolvia bilhetes para passageiros que desistiam do embarque.

Muitos usuários optaram por pegar ônibus e caminhar até as estações República e Higienópolis-Mackenzie para seguir o trajeto rumo ao trabalho. O problema também afetou a linha 1-azul, com trens circulando com velocidade reduzida na linha.

Por volta das 6h30, usuários da linha 3-vermelha também tiveram que desembarcar na estação Tatuapé devido a um trem que também quebrou.

FALHAS

Reportagem da Folha de S.Paulo mostrou que o Metrô bateu recorde no número de incidentes notáveis de janeiro a 11 de junho deste ano, na comparação com igual período de anos anteriores, desde 2000. São falhas consideradas graves, que podem causar paralisação ou redução na velocidade dos trens, atrapalhando a vida dos passageiros.

Levantamento exclusivo feito pela reportagem, baseado em dados obtidos via Lei de Acesso à Informação, mostra que foram 44 incidentes notáveis no período analisado, o maior número desde 2000.

Esses problemas, ocorridos nas cinco linhas administradas pela companhia (exceto a linha 4-amarela, sob concessão da ViaQuatro), sob a gestão do governador Márcio França (PSB), provocaram de alguma forma dano na circulação dos trens por 61 horas (dois dias e meio) de janeiro até o início de junho. França assumiu em abril, no lugar de Geraldo Alckmin (PSDB), pré-candidato à Presidência.

Em número de horas, 2018 só fica atrás de 2016, quando as falhas somaram 65 horas entre janeiro e 11 de junho (quando os dados foram solicitados à companhia).

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