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Em SP, 3 'vereadores trampolim' são eleitos para outros cargos

Além de João Doria, 16 vereadores da Câmara Municipal tentaram voos maiores nas eleições deste domingo Da Reportagem De São Paulo

No primeiro turno das Eleições Gerais de 2018, realizado neste domingo (7), 16 vereadores da cidade de São Paulo concorreram a novos cargos políticos. Deles, um vereador se elegeu como deputado estadual e dois como deputado federal. Nenhum conseguiu chegar ao Senado.

Já João Doria (PSDB) renunciou à prefeitura de São Paulo, para a qual foi eleito em 2016 em primeiro turno, para concorrer ao governo do Estado. O tucano chegou na ponta neste primeiro turno, com 31,77% dos votos válidos, e vai disputar o cargo com Marcio França (PSB), que superou Paulo Skaf (MDB) nas urnas por uma diferença de 0,44% dos votos.

Em 1° de setembro deste ano, a Gazeta de S. Paulo contou a história destes candidatos que usaram seus cargos na Câmara Municipal como trampolim para voos maiores. Esses políticos ocupam o centro da estratégia partidária, tanto pela capacidade de gerir recursos materiais, como gabinete, funcionários e transporte, quanto pela relação que eles mantém com suas bases eleitorais. Partiram, em teoria, com chances maiores do que candidatos que não tinham cargo eletivo algum.

Os vereadores paulistanos que não conseguiram se eleger ao Senado Federal são Eduardo Suplicy (PT) e Mário Covas Neto (Podemos). Apesar do favoritismo na pesquisa, Suplicy amargou a terceira colocação nas urnas, atrás de Major Olimpio (PSL) e Mara Gabrilli (PSDB). Covas Neto chegou na sexta posição.

Apenas dois que tentaram o cargo a deputado federal foram eleitos: David Soares (DEM) e Sâmia Bonfim (Psol). Os que fracassaram ao intento são Ricardo Nunes (MDB), Ricardo Teixeira (Pros), Caio Miranda (PSB), Eliseu Gabriel (PSB), Alfredinho (PT), Juliana Cardoso (PT) e Gilberto Natalini (PV).

Já para deputado estadual o único eleito foi Conte Lopes (PP). Por outro lado, Zé Turin (PHS), Aurélio Nomura (PSDB), Patrícia Bezerra (PSDB) e Toninho Vespoli (Psol) não conseguiram chegar à Alesp.

Ao contrário de Doria, que precisou renunciar ao mandato no qual prometeu ficar até o fim de 2020, a lei atual permite que parlamentares continuem no cargo durante a campanha eleitoral, mesmo disputando outro cargo legislativo nas eleições. Ou seja, todos os vereadores que falharam a tentar se eleger a outros cargos podem voltar a exercer normalmente suas funções na Câmara Municipal de São Paulo.

*Matéria produzida por Bruno Hoffmann

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